A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio diz que a tornozeleira eletrônica de Oruam está desligada desde domingo, 1. Segundo a pasta, desde o dia 1º de novembro, o rapper violou o equipamento 66 vezes, sendo 21 violações graves somente neste ano, "em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria".
Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica no dia 9 de dezembro do ano passado, quando foi feita a troca do equipamento.
"Após o comparecimento e a substituição do dispositivo, a tornozeleira retirada foi encaminhada à perícia técnica, que constatou dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto", diz a Seap.
A juíza Tula Correa de Mello disse que o rapper foi notificado da decisão de terça-feira. A magistrada destaca ainda que o passaporte do cantor foi apreendido e ele está proibido de deixar o País.
"Certifico, ainda, que o passaporte do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno foi acautelado em local apropriado nesta serventia, bem como foi comunicada a Polícia Federal acerca da medida cautelar de proibição de ausentar-se do território nacional sem prévia e expressa autorização judicial", afirma a juíza.
O mandado de prisão foi expedido após o ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, revogar na terça-feira, 2, o habeas corpus de Oruam.
Oruam foi detido em julho do ano passado, após se entregar à polícia do Rio de Janeiro, acusado de tentar impedir uma operação policial em sua casa, na zona oeste da capital fluminense.
Em setembro, Paciornik revogou a prisão preventiva por entender que, naquele momento, não havia "fundamentação suficiente" e determinou medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Descumprimento de medidas cautelares
O magistrado entendeu, no entanto, que Oruam descumpriu "reiteradamente" as medidas impostas e revogou o habeas corpus.
"O descumprimento reiterado ou injustificado das cautelares alternativas, especialmente a obrigação de manter carregada e em pleno funcionamento a tornozeleira eletrônica, evidencia o desrespeito à autoridade judicial e demonstra a inadequação das medidas menos gravosas", diz o ministro na decisão.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.




