A prisão ocorreu na 8ª fase da Operação Unha e Carne, com seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete cidades do estado. A defesa de Canella ainda não se manifestou.
Há pelo menos dez anos, Canella mantém influência política em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Foi vereador, prefeito, deputado estadual e escolhido pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a senador na chapa bolsonarista no Estado nas eleições deste ano.
O plano de chegar ao Senado, entretanto, foi interrompido após Canella ser preso, em julho, com um fuzil calibre .556, armamento de calibre restrito, o que motivou a prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
A mudança de rota foi acompanhada do desembarque do União Brasil da chapa de Douglas Ruas (PL), governador eleito em primeiro turno. Ele deixou a chapa majoritária e se lançou como candidato a deputado estadual. Foi eleito no dia 4 com 197.178 votos.
Canella foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012 e depois chegou à Alerj, onde exerceu três mandatos como deputado estadual.
Nas últimas horas, as buscas pelo termo "Márcio Canella preso" ganharam relevância no Google Trends.
Em 2022, ele foi o deputado estadual mais votado do Rio, com 181.274 votos, à frente de Douglas Ruas (PL), que teve 175.977 na época.
Em 2024, elegeu-se prefeito de Belford Roxo já no primeiro turno, com 62% dos votos. Neste ano, ficou com a segunda maior votação para deputado estadual no estado.
Hoje no União Brasil, o deputado eleito já passou por outros três partidos: PHS, PSL e MDB.
Em 2018, como deputado, Canella propôs a Medalha Tiradentes, maior honraria da Assembleia, ao delegado Marcus Amim. Oito anos depois, os dois dividem o noticiário policial: Amim, ex-secretário de Polícia Civil, também foi preso na operação desta quinta-feira.
No dia 7 de julho, a PF achou um fuzil e munições em situação irregular no carro de Canella, e ele foi preso em flagrante. A prisão foi mantida na audiência de custódia, e ele foi levado para o complexo penitenciário de Bangu.
Três dias depois, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou soltá-lo com tornozeleira eletrônica, passaporte entregue e porte de arma suspenso. Segundo o ministro, Canella apresentou elementos indicando que a arma pertencia a um policial militar responsável por sua segurança.
(Com Agência Estado)
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