"Acho que vai ser muito simples, bem fácil, porque todos aqueles que podem vir a ser candidatos estão desarmados. Porque a gente quer ajudar o Brasil", disse Ratinho Jr. em entrevista ao podcast Warren Política. "Aquele que tiver maior capacidade de poder liderar esse processo, de aglutinar bons quadros, bons nomes, eu acho que vai ser tranquilamente aprovado e apoiado por todos os demais."
Segundo o paranaense, apesar da preferência do presidente da sigla, Gilberto Kassab, por apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa presidencial, o chefe do Executivo paulista tende a concorrer à reeleição no Estado. Na avaliação de Ratinho Jr., Tarcísio seria o nome da direita "mais viável de todos", mas ainda uma liderança jovem, alavancada politicamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ele tem uma trajetória política que é jovem, e que foi muito alavancada pelo nome do presidente Bolsonaro. E ele é grato a isso", afirmou. "Apesar de eu entender que ele seria uma pessoa que poderia liderar esse processo, seria um candidato talvez o mais viável de todos que estão colocados, ele tem também a responsabilidade de ser governador de São Paulo e poder ir à reeleição"
Ratinho Jr. também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o PT "já deu o que tinha que dar". Ele avaliou que, ao longo dos últimos 20 e poucos anos, Lula teve amplo respaldo popular, mas não entregou o que prometeu. Segundo ele, desde o discurso de posse do primeiro mandato, quando o petista afirmou que "garantiria três refeições diárias" à população, os compromissos não teriam sido cumpridos. Para ele, o histórico revela um governo eficiente na propaganda, mas frágil na entrega.
Nesse sentido, o governador defendeu uma multiplicidade de candidaturas de direita para se debater o País. Ao ser questionado sobre o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente, Ratinho Jr. argumentou que a população brasileira não pode ter apenas duas opções de voto. "É extremamente natural o PL ter candidato, o PSD ter candidato, o MDB daqui a pouco ter candidato. Eu acho que é natural, é do jogo político."
(Com Agência Estado)
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