Sábado, 06 de Junho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Sábado, 06 de Junho de 2026, 16:04 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sábado, 06 de Junho de 2026, 16h:04 - A | A

CASO HENRY BOREL

Promotoria tenta anular perdão a Monique Medeiros e aponta erro em pergunta feita ao júri

MP alega que erro em pergunta feita aos jurados influenciou a desclassificação da acusação e o perdão concedido à mãe de Henry

CONTEÚDO G1

A decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no caso da morte do menino Henry Borel passou a ser alvo de contestação do Ministério Público do Rio de Janeiro. O promotor Fábio Vieira dos Santos anunciou que vai recorrer da sentença, alegando que uma pergunta formulada aos jurados durante a votação pode ter influenciado diretamente o resultado do julgamento.

O recurso questiona um dos quesitos apresentados ao Conselho de Sentença durante os dez dias de julgamento realizados no II Tribunal do Júri do Rio. Segundo a Promotoria, a forma como a pergunta foi elaborada levou os jurados a reconhecerem inicialmente que a omissão de Monique em relação às agressões sofridas por Henry foi dolosa, o que sustentaria a acusação mais grave.

De acordo com o promotor, a resposta favorável dos jurados acabou sendo alterada após a magistrada Elizabeth Louro reconhecer que o quesito havia sido formulado de maneira inadequada. A juíza determinou então uma nova votação com a pergunta reformulada.

Na segunda análise, os jurados concluíram que a omissão da professora ocorreu de forma culposa, sem intenção, abrindo caminho para a desclassificação da acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. Com isso, a magistrada concedeu o perdão judicial, benefício que extingue a aplicação da pena quando as consequências do crime já são consideradas suficientemente graves para o próprio condenado.

Em ata, Elizabeth Louro admitiu o equívoco na formulação da pergunta e afirmou que a redação utilizada contrariava a lógica dos quesitos anteriores e não refletia o pedido da defesa, que buscava justamente a desclassificação para homicídio culposo.

Para o Ministério Público, a repetição da votação pode ter gerado influência sobre os jurados e alterado o desfecho do julgamento. O promotor sustenta que a decisão inicial apontava para uma omissão dolosa relacionada ao homicídio e que a mudança teve impacto direto no resultado final.

A defesa de Monique rebate a tese e afirma que a correção do quesito era necessária para evitar futuras nulidades. O advogado Hugo Novais argumenta que o Tribunal do Júri é soberano e que os jurados decidiram de forma legítima após a reformulação da pergunta.

O assistente de acusação Cristiano Medina, que representa Leniel Borel, pai de Henry, também informou que buscará a anulação do julgamento.

O recurso será analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Caso seja acolhido, o processo poderá ser submetido a um novo julgamento popular.

Enquanto a disputa jurídica avança, permanece válida a condenação do ex-vereador Dr. Jairinho a 43 anos e nove meses de prisão pelo homicídio duplamente qualificado de Henry Borel, morto em março de 2021, aos quatro anos de idade.

O caso também reacendeu o debate sobre o perdão judicial, instituto previsto na legislação brasileira para situações excepcionais. Ao conceder o benefício, a magistrada considerou que Monique enfrentou consequências pessoais e sociais severas ao longo dos quase cinco anos em que respondeu ao processo.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros