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Brasil Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, 19:00 - A | A

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, 19h:00 - A | A

Prefeitura de SP e Jockey fecham acordo para pagamento de dívida e espaço terá parque público

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Prefeitura de São Paulo e o Jockey Club assinaram nesta quinta-feira, 29, um acordo para pagamento da dívida quase bilionária do hipódromo com o Município em troca de transformar uma parcela de seu terreno em um parque público. O clube também pagou R$ 228 milhões à vista para encerrar o débito.

O parque ocupará cerca de 85 mil metros quadrados no interior da pista do Jockey, que serão cedidos à Prefeitura. O clube de 600 mil m² fica na Cidade Jardim, na zona sul, um dos bairros com terreno mais caro da capital.

Segundo a Prefeitura, o hipódromo devia mais de R$ 905 milhões por inadimplência de impostos - aproximadamente R$ 500 milhões em débitos de IPTU, R$ 300 milhões de ISS e o restante de outros tributos.

O acordo ocorre após o hipódromo fechar uma parceria com o banco BTG Pactual.

A entrega do parque deve ocorrer até 1.º de outubro de 2028. O banco e o clube vão investir cerca de R$ 100 milhões para implementar a infraestrutura, que prevê bosque, lagos, quadras e circuito de caminhada, além de espaços para crianças e para animais de estimação.

"O Jockey é um equipamento parado, perdido. É um grande problema para a cidade. Eles devem milhões, a gente fica cobrando e não consegue receber. Mas agora a gente resolve esse problema", afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na assinatura do acordo.

A parceria entre o BTG e o Jockey também inclui a restauração do próprio hipódromo. Segundo o presidente do hipódromo, Vicente Renato Paolillo, a ideia é modernizar o espaço, com a implementação de novas áreas de lazer e piscinas.

"O Jockey continua numa situação muito precária (financeiramente). O que se imaginou foi algum investidor nos ajudar e implantar um desenvolvimento lá. O BTG nos apresentou um projeto para expandir o nosso clube, porque temos atividades esportivas e sociais pequenas, mas temos muito espaço ocioso e livre que pode ser utilizado para isso", afirmou Paolillo em setembro na Câmara Municipal.

Prefeitura e vereadores queriam desapropriar Jockey para construir parque

Antes da negociação que foi selada nesta quinta, um projeto aprovado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) já determinava que o Jockey virasse parque municipal, com a desapropriação do terreno devido às dívidas.

A discordância do clube acerca da ideia fica clara em seu pedido de recuperação judicial, em 2025. "Após algumas pressões de bastidores em 2022 e 2023, principalmente, os ensaios de tentativas de arrebatar o terreno da entidade por conta de supostos débitos de IPTU, também supostamente impagos, os agentes municipais saíram do campo da ameaça e materializaram o abuso", diz o documento.

Em 2023, a Câmara Municipal aprovou a transformação do terreno em um parque durante a revisão do Plano Diretor. A emenda ao projeto de lei sobre o Jockey foi apresentada pelo então presidente da Câmara, Milton Leite (União Brasil). Na época, o vereador argumentou que o parque traria "maior utilização do equipamento por parte da população e maior integração com a cidade".

(Com Agência Estado)

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