Arruda, que já foi preso por envolvimento num esquema de corrupção no DF e perdeu o mandato no Senado por violar o sigilo do painel de votação da Casa legislativa, pediu aos eleitores que não registrem voto em seu nome. "Por favor, não votem em mim", disse Arruda.
Nesta quinta-feira, 24, o TSE decidiu, por 5 a 2, manter a rejeição da candidatura de Arruda ao governo do Distrito Federal nas eleições deste ano. A Corte julgou recurso do ex-governador contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que o declarou inelegível até 2030.
O nome de Arruda permanecerá nas urnas, que já estão lacradas, mas seus votos serão anulados.
A controvérsia diz respeito ao método para calcular a suspensão dos direitos políticos. Para o TRE-DF e o Ministério Público Eleitoral (MPE), a inelegibilidade de Arruda vai até 2030.
Venceu o voto do relator, Dias Toffoli. Ele entendeu que, independentemente da interpretação aplicada sobre o cálculo da suspensão dos direitos políticos de Arruda, a conclusão não se altera. Isso porque a condenação mais recente, por si só, já atrai a condição de inelegibilidade, segundo o ministro.
Seu voto foi seguido pelos ministros Kássio Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis.
(Com Agência Estado)
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