Segundo informações da PF, a investigação teve início após comunicação do Ministério das Relações Exteriores sobre a repatriação de brasileiros com indícios de terem sido vítimas de tráfico de pessoas na região de fronteira entre Camboja e Vietnã.
Os investigadores identificaram um esquema de recrutamento de brasileiros para os chamados scam centers. Nesses endereços, as vítimas eram submetidas a trabalho forçado para aplicar fraudes eletrônicas contra pessoas em diversos países.
Os alvos da operação ofereciam falsas oportunidades de emprego no exterior. Prometiam altos salários e pagamento das despesas de viagem.
No destino, as vítimas tinham os passaportes retidos e ficavam privadas de liberdade. Também eram obrigadas, sob ameaças e agressões, a praticar fraudes eletrônicas.
Em um caso, o recrutamento foi feito por uma pessoa do círculo de convivência da própria vítima.
Um investigado, de 29 anos, está no Camboja desde julho de 2025. A Justiça determinou sua prisão preventiva e incluiu seu nome na difusão vermelha da Interpol.
O segundo investigado, também de 29 anos e morador de São José dos Campos, cumprirá medidas cautelares. Ele está proibido de deixar o país. Também deverá entregar o passaporte, comparecer mensalmente em juízo e não poderá sair da cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial.
As vítimas já retornaram ao Brasil. Elas recebem acompanhamento das autoridades brasileiras. Suas identidades são preservadas por força de lei.
A PF informou que os investigados poderão responder pelo crime de tráfico internacional de pessoas.
(Com Agência Estado)
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