O ministro do Desenvolvimento Social e coordenador da campanha do presidente Lula, Wellington Dias, criticou nesta quarta-feira (22/4) o Banco Central.
Em entrevista à coluna, o auxiliar do chefe do Palácio do Planalto atribuiu o mau humor da população em relação à economia ao endividamento.
O ministro relacionou esse cenário ao patamar da taxa Selic, controlada pelo Banco Central, que serve de referência para os juros cobrados pelas instituições financeiras.
“Na parte do mau humor, eu digo que o endividamento é talvez o maior desafio. Quando o presidente Lula assumiu, em 2023, nós tínhamos uma situação de alto endividamento. E ali, o que o presidente Lula fez? Criou o programa Desenrola Brasil”, declarou.
Ainda de acordo com ele, houve aumento de renda, com mais pessoas empregadas ou empreendendo.
No entanto, o ministro aponta que muitos ainda recorrem ao crédito, cujas taxas podem chegar a 36% ou 60% ao ano, o que agrava o endividamento.
“Ou seja, como dar conta de barrar essa agiotagem? Infelizmente, a taxa de juros elevada, mantida pelo Banco Central, na minha opinião, acabou mantendo um patamar alto de juros. As pessoas tiveram aumento de renda: muitas que não trabalhavam agora estão empregadas, outras passaram a empreender. Mas também recorrem ao cartão de crédito, ao cheque especial e às compras a prazo, que muitas vezes têm taxas de 3,5% a 5% ao mês. Quando se converte isso para o ano, chega a 36%, 55% ou até 60% ao ano”, afirmou.
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