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Brasil Quarta-feira, 22 de Abril de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026, 17h:30 - A | A

Deputado pede convocação de diretor da PF para explicar credenciais de delegado negadas nos EUA

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) protocolou nesta terça-feira, 21, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O parlamentar quer esclarecimentos sobre o episódio do policial que teve as credenciais de acesso negadas nos Estados Unidos na unidade em que estava cumprindo missão de cooperação internacional.

O policial que atuou na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem na última semana vai retornar ao Brasil após a ocorrência.

O documento foi apresentado com o endosso do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Segundo Lopes, o episódio "atinge a imagem do Brasil" e, caso confirmado que o policial tentou interferir no sistema dos Estados Unidos, colocaria em risco a "credibilidade institucional, relações internacionais e respeito ao Brasil no exterior".

Entenda o caso

O Departamento de Estado dos EUA acusa Marcelo Ivo, o oficial brasileiro, de ter tentado "manipular" o sistema de imigração, "contornando pedidos formais de extradição" e "estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos", conforme comunicado do governo norte-americano divulgado nesta segunda-feira, 20.

Uma semana antes, o policial brasileiro havia atuado na prisão de Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ele foi detido pelo serviço de imigração americano, o ICE, em 13 de abril, e solto dois dias depois. Ramagem fugiu para os EUA em setembro do ano passado. A Polícia Federal alegou que a prisão de Ramagem se tratou de uma cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos já que o ex-deputado é considerado foragido da Justiça brasileira.

O deputado Hélio Lopes justificou a convocação do diretor-geral da PF afirmando que um servidor público nacional trabalhando no exterior representa o país, e que "cada ato carrega o peso da bandeira". Ele afirma que "um agende brasileiro expulso dos Estados Unidos não é um fato isolado, é um episódio que atinge a imagem do Brasil".

'Não há nenhuma expulsão'

Nesta quarta-feira, 22, Andrei Rodrigues esclareceu em entrevista à Globonews que Marcelo Ivo não foi expulso dos EUA, mas que teve as credencias de acesso negadas no sistema da unidade em que trabalhava em cooperação internacional. Por isso, o diretor-geral da PF entendeu que seria "mais prudente" que o brasileiro retornasse ao País.

"Não há nenhuma expulsão de funcionário brasileiro. Ele voltou por determinação minha, em razão desse episódio, para que nós consigamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado, no próprio ICE...seja onde for", disse Andrei.

O diretor-geral da PF afirmou que usou o "princípio da reciprocidade" e retirou as credenciais de um policial americano que até então trabalhava dentro de uma unidade da PF em Brasília. Ele explicou que, sem as credenciais, o agente deixa de ter acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil. Era a mesma situação do delegado brasileiro que atuava em Miami, segundo Andrei.

(Com Agência Estado)

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