Como mostrou o Estadão, o PL vivia uma disputa interna entre o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e Gilson Machado para definir quem seria o candidato ao Senado. Com a saída de Machado, a sigla deverá confirmar o nome do dirigente partidário em Pernambuco.
"Continuo sendo o nome defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém, não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão", escreveu.
Machado afirmou ainda que não conseguiu comunicar pessoalmente sua decisão a Bolsonaro por estar com restrições de deslocamento e impedido de deixar Recife (PE). Segundo ele, no entanto, o movimento foi compartilhado com o senador Flávio Bolsonaro e com Renato Bolsonaro, filho e irmão do ex-presidente.
A Polícia Federal (PF) prendeu Gilson Machado em junho do ano passado, no Recife. De acordo com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria tentado obter um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, deixar o Brasil. Na ocasião, Gilson negou as acusações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-ministro no mesmo dia. Para Moraes, "com as diligências realizadas pela PF, a prisão preventiva não se faz mais necessária, podendo ser substituída por medidas cautelares alternativas", como o cancelamento do passaporte, a proibição de deixar o País e de se comunicar com outros investigados "por qualquer meio".
Na carta, Machado afirma que "troca de partido, mas não de lado" e diz que seguirá alinhado ao bolsonarismo. "Sigo fiel aos meus ideais e valores. Sempre leal ao presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro", declarou.
Gilson Machado é um aliado próximo de Bolsonaro, tendo se aproximado do ex-presidente ainda em 2018. Foi secretário do Ministério do Meio Ambiente durante a gestão do ex-presidente e, em maio de 2019, foi indicado para a presidência da Embratur, estando à frente da estatal por mais de um ano.
Machado ganhou destaque por aparecer tocando sanfona em lives de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O ex-ministro é sanfoneiro, já gravou com nomes como Zé Ramalho e atua na banda Brucelose até hoje. Ele já deu aulas do instrumento para Bolsonaro. Em dezembro de 2020, foi remanejado para o Ministério do Turismo.
(Com Agência Estado)
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