O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiram o menor valor da série histórica nos últimos doze meses, conforme dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Os números foram apresentados na tarde desta sexta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Juntos, os biomas respondem por 85% do desmatamento no País. "É um resultado extremamente positivo e histórico que não caiu do céu, demandou recursos e muitos esforços sob coordenação do presidente Lula", acrescentou a ministra.
Na Amazônia, o desmatamento na Amazônia caiu para 3.335 km? entre agosto de 2025 e julho de 2026, menor valor da série histórica iniciada em 1988, segundo o Inpe. No Cerrado, o desmatamento caiu para 5.517 km? no acumulado dos últimos doze meses, menor valor da série histórica iniciada em 2001.
O governo também apresentou um balanço do combate ao desmatamento durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos quatro anos, foi registrada uma queda de 71,2% no desmate da floresta. Ao longo dos últimos quatro anos, o desmate no bioma do Cerrado teve uma queda de 48,4%.
Com isso, desde 2023, deixaram de ser desmatados na Amazônia e no Cerrado, 3,25 milhões de hectares de vegetação nos dois biomas, o que representa uma redução de emissão de 1,16 GtCO2. "Podemos dizer que é a maior contribuição de um único país para agenda climática recente", afirmou o Secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima.
(Com Agência Estado)
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