No sistema atual, deputados e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, que considera o desempenho dos partidos e coligações. Já no sistema distrital, os eleitores votam em candidatos que concorrem dentro de um distrito específico, e o mais votado em cada região garante a vaga.
"Nós não abrimos mão do voto distrital, é um dos grandes problemas do Brasil. A falta de legitimidade dos nossos parlamentares, as pessoas nem lembram quem votou, o eleito por uma região não volta nunca mais, o voto distrital traz qualidade na fiscalização do eleito", afirmou.
Outra política defendida por Kassab na entrevista foi "elevar o sarrafo na nomeação de indicados das agências reguladoras". Na sua avaliação, as agências são "reféns da política, dos partidos, dos parlamentares, o que é catastrófico para a qualidade das nossas concessões".
Ele ainda fez críticas ao método de distribuição e execução das emendas parlamentares. "É uma excrescência, não tem nenhum sentido você ter R$ 70 bilhões disponibilizados para emendas parlamentares. Com esse recurso você faz, aqui na cidade de São Paulo, duas linhas de metrô por ano. Se fosse para ter ou se é para continuar, que sejam com transparência e que sejam vinculadas a programas do governo federal", destacou.
(Com Agência Estado)
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