"Há dois anos, eu tenho falado que não quero mais cota. Eu quero 50% de cadeiras para as mulheres", disse Janja na entrevista.
Durante a entrevista, Janja foi questionada sobre a atuação dela no governo, apesar de não exercer de cargo público. Segundo ela, a imprensa não está interessada nos mecanismos de transparência das suas atividades já disponibilizadas pelo Planalto.
"Se a imprensa não quer saber, ou as pessoas não querem saber e não me procuram, aí não é responsabilidade minha. Eu não sei se um cargo é o fato. Não existe um cargo para o lugar que eu estou", declarou.
A primeira-dama também comentou sobre os recentes desentendimentos políticos sofridos pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) com aliados da direita. Janja disse se solidarizar com elas e concordou que elas são alvos de misoginia na política.
"Eu presto total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela. A questão da violência contra a mulher e a misoginia não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista."
(Com Agência Estado)
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