Três homens foram presos na zona sul de São Paulo, nesta segunda-feira (21/9), suspeitos de envolvimento em crimes de extorsão conhecidos como “golpe do motel”. Segundo as autoridades, os criminosos permaneciam nas proximidades de motéis para fotografar as pessoas e veículos que saíam dos estabelecimentos. Com o registro das placas dos carros, o grupo buscava informações sobre as vítimas ou familiares e iniciava as ameaças.
“Eles tiravam fotos da pessoa saindo do motel e depois pediam dinheiro para não divulgar aquelas imagens”, explicou o delegado Eduardo Bernardo Pereira.
As prisões aconteceram a partir da denúncia de uma das vítimas, que relatou extorsões desde janeiro deste ano. Segundo depoimento, um dos criminosos havia enviado, por um aplicativo de mensagens, uma fotografia do veículo saindo de um motel na região da Ponte do Limão, na Zona Norte, e passou a exigir dinheiro para não divulgar as imagens a familiares.
A partir da denúncia, agentes da 1ª Delegacia Antissequestro (DAS) identificaram e monitoraram os suspeitos. A investigação revelou que eles tinham funções distintas no esquema, incluindo a extorsão das vítimas e a movimentação do dinheiro obtido nos golpes.
Orientações para a população
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira (21/9), três homens suspeitos de praticar crimes de extorsão conhecidos como “golpe do motel”.
Os criminosos permaneciam nas proximidades de motéis para fotografar as pessoas e veículos que saíam dos estabelecimentos. Com o registro das placas dos carros, o grupo buscava informações sobre as vítimas ou familiares e iniciava as ameaças.
A orientação das autoridades é para que vítimas desse tipo de extorsão procurem imediatamente uma delegacia e não realizem pagamentos aos criminosos.
Também é recomendado salvar mensagens, imagens, números de telefones e outras eventuais provas que possam auxiliar na investigação.
“Se pagar, a tendência é ficar pior. Eles vão achar que conseguem cometer esse crime, conseguir a vantagem ilícita e sair impunes”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Eduardo Bernardo Pereira.
Os três homens, de 24, 25 e 28 anos, tiveram as prisões temporárias decretadas pela Justiça e foram localizados na região do Jardim Ângela. O mais velho possui antecedentes criminais por roubo.
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