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Brasil Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 13:30 - A | A

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Em dia de pane, Congonhas comemora 90 anos com festa e R$ 2 bilhões do BNDES

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Em meio à pane no Aeroporto de Congonhas na manhã desta quinta-feira, 9, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) festejava os 90 anos do aeroporto - a serem completados no próximo domingo, 12 -, e o financiamento de R$ 2 bilhões aprovados pelo banco para a administradora Aena, destinados a obras de ampliação, modernização e manutenção de um dos mais estratégicos aeroportos do País.

Segundo fontes que participaram do evento, a pane não chegou a afetar a festa, já que foi rapidamente solucionada.

Em dezembro do ano passado, o banco havia aprovado apoio no valor total de R$ 4,64 bilhões para a Aena realizar obras em 11 aeroportos do País. O apoio do BNDES incluiu R$ 4,24 bilhões com a subscrição de debêntures e financiamento via linha Finem de R$ 400 milhões.

Do valor total, R$ 2 bilhões foram destinados ao Aeroporto de Congonhas. "O apoio aumentará a capacidade, contribuindo com todo o sistema aéreo nacional dado que o aeroporto é um dos principais hubs do País. Em 2025, recebeu mais de 24 milhões de passageiros", informou o BNDES.

As obras incluem a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, com ampliação da área atual, de 45 mil m² para 105 mil m². As melhorias já em andamento incluem ampliação da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, ampliação da área comercial de 10 mil m² para mais de 20 mil m², para lojas e restaurantes, 19 novas pontes de embarque, aumento de 30 para 37 posições de estacionamento e melhor circulação das aeronaves, com 215 mil m² de pátio de manobra.

"Vamos alavancar esses 11 aeroportos com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, mais gente podendo acessar o transporte aeroviário, chegar cedo em casa, produzir mais, ter acesso ao lazer e integrar este País continental", afirmou no evento o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo ele, a área útil de Congonhas será dobrada, com 19 novos fingers (passarelas cobertas). "E pode fazer finger para a Embraer caber, porque agora a Gol vai comprar Embraer, a Latam já está comprando, a Azul compra. O BNDES financiou a exportação de 169 aviões de Embraer para o mundo, é a empresa que mais se valorizou na bolsa, e ela precisa ter espaço aqui em Congonhas também", afirmou Mercadante.

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, reiterou que o novo aeroporto de Congonhas será entregue em junho de 2028. "Será ainda mais eficiente, mais confortável e mais bonito, impressionante como São Paulo", disse durante a comemoração.

O financiamento para a Aena foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto.

"Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores", informou o banco.

(Com Agência Estado)

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