Ação da Polícia Civil resultou na prisão de mais quatro suspeitos pelo assassinato de Jefferson Antunes Barbosa, de 32 anos, ocorrido em junho de 2025, no bairro Gilson de Barros, em Várzea Grande. A vítima foi atingida por oito disparos de arma de fogo, principalmente nas regiões da cabeça e do tórax. A ação faz parte da Operação Rastro Oculto, deflagrada para avançar nas investigações do homicídio. De acordo com a polícia, a motivação do crime está vinculada à disputa entre facções criminosas e acerto de contas.
Um quinto investigado, apontado como executor direto do crime, já se encontrava detido na Penitenciária Central do Estado (PCE) por outro homicídio com características semelhantes.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado e executado de forma organizada. Jefferson foi perseguido antes de ser morto.
As apurações indicam que o homicídio está ligado à atuação de uma organização criminosa. A principal linha investigativa aponta que a motivação envolve disputa por domínio territorial entre facções rivais, além de possíveis cobranças de dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.
Segundo a polícia, o grupo agiu de maneira estruturada, com divisão de funções entre os envolvidos. O executor seria o responsável direto pelos disparos, enquanto os demais investigados teriam atuado no suporte logístico, incluindo monitoramento da vítima, auxílio na fuga, tomada de decisões e possível fornecimento de recursos para o crime.
Todos os alvos da operação utilizavam tornozeleira eletrônica, o que, segundo a Polícia Civil, evidencia a gravidade do caso e a ousadia dos suspeitos, que mesmo sob monitoramento judicial continuariam envolvidos em atividades criminosas.
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A Polícia Civil ainda apura a possível participação de outros envolvidos no crime. Há indícios de que mais de um executor possa ter participado da ação. Um dos suspeitos ligados ao caso já morreu em confronto com a polícia durante o cumprimento de mandado em outra investigação.
Durante as diligências, aparelhos celulares foram apreendidos e passam por análise do núcleo de inteligência, o que pode ajudar a esclarecer o grau de participação de cada envolvido e identificar novos suspeitos.
Em depoimento, alguns investigados negaram participação no crime ou permaneceram em silêncio. No entanto, a polícia identificou vínculos entre eles, incluindo laços familiares e relações profissionais, o que reforça a suspeita de atuação conjunta.
O CRIME
Jefferson Antunes Barbosa, de 32 anos, foi morto a tiros na madrugada de 15 de junho de 2025, por volta de 1h40, na Rua Xingu, no bairro Gilson de Barros, em Várzea Grande.
De acordo com a Polícia Militar, moradores acionaram a equipe após ouvirem disparos de arma de fogo na região. Ao saírem de casa, encontraram a vítima caída na via pública.
A perícia constatou que Jefferson foi atingido por pelo menos oito disparos, com perfurações na cabeça, tórax e costas. No local, também foram encontradas nove munições intactas de calibre 9 mm espalhadas pelo chão.
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