Segundo o diretor, a medida seria para que os atrasos de voos não se estendam para além de um dia de operação. O terminal funciona aproximadamente das 5h às 23h, com voos concentrados entre 6h e 23h.
"Tomaremos medidas para minimizar os impactos no Brasil inteiro. Há a possibilidade de estender o funcionamento de Congonhas para o impacto não durar mais do que um dia de funcionamento", afirmou.
O aeroporto concentra uma parcela significativa dos voos domésticos do País e funciona como principal ponto de conexão da malha aérea nacional, o que amplia a sensibilidade do sistema a eventuais interrupções. Qualquer atraso ou suspensão operacional na região tende a provocar desorganização nas programações das companhias, com impacto direto em conexões, remanejamento de aeronaves e tripulações e aumento no tempo de espera dos passageiros em diferentes aeroportos do Brasil.
O diretor afirmou que não existe risco de que o espaço aéreo de São Paulo volte a ser fechado porque a normalização é um sinal de que o problema que causou o fechamento do espaço foi resolvido. O espaço ficou fechado devido a pane técnica na região.
Monitoramento da FAB
Tiago Faierstein também afirmou que a pane técnica no Centro de Controle do Espaço Aéreo, que causou o fechamento do espaço aéreo de São Paulo por cerca de duas horas nesta manhã, não é resultado de sucateamento do monitoramento realizado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira (FAB).
"Não há indícios de ineficiência e degradação do monitoramento da FAB. Não é resultado de falta de investimento e modernização dos serviços prestados, pelo contrário, o Brasil é referência", afirmou.
O Decea é responsável pela gestão do tráfego aéreo no Brasil, incluindo o monitoramento de rotas, coordenação de pousos e decolagens e operação de centros de controle regionais.
Segundo ele, o sistema conta com protocolos de segurança que permitem a rápida atuação em casos de falhas técnicas, com o objetivo de preservar a integridade das operações e dos passageiros.
Ele afirmou que a interrupção foi tratada como um evento pontual, e os procedimentos previstos para situações de contingência foram acionados imediatamente pelas equipes técnicas responsáveis.
Apesar da normalização das operações, a agência segue monitorando possíveis reflexos na malha aérea, uma vez que atrasos acumulados podem gerar impactos ao longo do dia em diferentes aeroportos do País.
O diretor disse ainda que eventuais apurações sobre a causa da pane técnica serão conduzidas pelos órgãos competentes, com o objetivo de evitar recorrência e aprimorar os sistemas.
(Com Agência Estado)
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