Outros três suspeitos foram presos e também não tiveram participação direta no atentado. Dois teriam dado apoio logístico aos executores e um descartou uma moto usada no crime.
Até a publicação deste texto, o Estadão não conseguiu contato com as defesas. Este espaço segue aberto a manifestações.
Desde que foi baleado na cabeça, o tenente está internado, em estado grave, mas estável, na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo.
Segundo a polícia, uma denúncia anônima levou a equipe até a Rua Touro, na região de São Mateus, onde estaria escondido um dos suspeitos de participar do atentado contra o tenente. Márcio dos Santos Ferreira, de 45 anos, conhecido como "Tetão", teria recebido os policiais a tiros, segundo a versão apresentada pela PM. Os agentes revidaram e o balearam. Nenhum policial ficou ferido.
Márcio, que segundo a PM seria o motorista de um carro envolvido no ataque ao tenente, foi levado ainda com vida para o Hospital Cidade Tiradentes, mas acabou morrendo devido aos ferimentos.
O homem de 33 anos que dava abrigo ao suspeito, embora sem envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente, foi detido e levado à delegacia para investigação.
Ainda na noite de sexta, uma equipe da Rota entrou em confronto com outro suspeito na mesma região. O homem teria teria atirado contra os policiais e foi morto. Ele foi identificado como Carlos Roberto Ferreira.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as mortes apresentadas como decorrentes de intervenção policial são apuradas pela Polícia Civil com acompanhamento da Polícia Militar.
Recompensa e busca por suspeitos
Após o ataque ao tenente, conhecido por ser irmão de Eloá Pimentel, a jovem que foi feita refém e acabou morta por Lindemberg Alves após terminar o relacionamento com ele, em 2018, a PM passou a receber denúncia e buscar os suspeitos. A SSP chegou a oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levassem a Hércules da Costa Siqueira, apontado como autor dos disparos.
Ele está foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A reportagem não conseguiu contato com sua defesa.
Na madrugada de 29 de junho, uma equipe da Rota recebeu denúncia e matou um suspeito na Estrada do Aricanduva, na zona leste da capital. Segundo a PM, ele estava armado e reagiu à abordagem.
No dia 1.o de julho, outro homem apontado como suspeito foi baleado e morto por PMs na região de Guaianases, também na zona leste. A SSP, porém, descartou a participação dele no ataque ao tenente.
Na noite do dia 2, Elenilson Misael da Silva, o 'Galego', também apontado como suspeito da tentativa de homicídio contra o policial, foi morto em Peruíbe, no litoral paulista. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial.
Já na madrugada do dia 9, policiais da Rota balearam e mataram dois suspeitos em Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Segundo a PM, um deles, Marcelo de Jesus Dias, seria o piloto da motocicleta usada no ataque ao tenente. O outro não teve participação direta, mas os dois reagiram à abordagem.
Como foi o crime
Ronickson Pimentel foi baleado na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul no dia 27 de junho. Imagens de câmeras de segurança mostram o tenente parado com a motocicleta no semáforo quando dois homens, também em uma moto, se aproximam. Instantes depois, ele é atingido pelos disparos e cai no chão (veja acima).
Levado para o hospital, ele passou por uma traqueostomia e é mantido com medicação e cuidados intensivos na UTI do Hospital Mário Covas.
(Com Agência Estado)
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