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Brasil Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 19:50 - A | A

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 19h:50 - A | A

CANDIDATURA EM RISCO?!

União Brasil e PP devem negar apoio a Flávio e liberar diretórios para eleição presidencial

Federação avalia manter neutralidade na disputa pelo Planalto após desgastes com o senador do PL e pressão de lideranças estaduais por autonomia nas alianças

CONTEÚDO G1

A federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP) caminha para não declarar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo integrantes das cúpulas das duas legendas ouvidos pelo g1, a tendência é que a União Progressista adote uma posição de neutralidade na disputa nacional e permita que os diretórios estaduais decidam livremente quais candidatos apoiar.

De acordo com dirigentes da federação, a decisão foi motivada pelo desgaste na relação entre Flávio Bolsonaro e lideranças dos partidos, além da pressão de representantes estaduais que defendem autonomia para construir alianças de acordo com os cenários locais.

A avaliação é que um apoio formal ao senador do PL poderia prejudicar candidaturas em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém elevada aprovação, especialmente na região Nordeste.

Desgastes pesaram na decisão

Nos bastidores, integrantes do Progressistas afirmam que a relação com Flávio Bolsonaro se deteriorou após o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), tornar-se alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Segundo aliados, havia expectativa de uma manifestação pública do senador em defesa de Nogueira, o que não ocorreu.

Antes desse episódio, o nome de Ciro Nogueira chegou a ser cogitado para compor como candidato a vice-presidente em uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro.

Outro fator que contribuiu para o distanciamento ocorreu nesta semana, quando o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, demonstrou insatisfação após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), aliado político de Flávio e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Canella foi preso durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, após um fuzil ser localizado no porta-malas de seu veículo. À Polícia Federal, ele afirmou que a arma era utilizada por um policial militar responsável por sua segurança, mas, conforme a investigação, não apresentou provas para sustentar a versão.

Segundo integrantes da federação, também era esperada uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro em defesa do aliado, o que novamente não aconteceu.

Diretórios terão autonomia

Sem consenso para um apoio nacional, a tendência é que União Brasil e PP concedam liberdade aos diretórios estaduais para definir os posicionamentos nas eleições presidenciais.

Apesar da orientação nacional, o cenário pode variar entre os estados. Em São Paulo, por exemplo, dirigentes do Progressistas defendem apoio a Flávio Bolsonaro para fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado.

Na avaliação de integrantes da legenda, enquanto André do Prado (PL) deverá concentrar o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro pode atuar para impulsionar a candidatura de Derrite.

Disputa ao Senado

Nas eleições de 2026, os eleitores escolherão dois senadores em cada unidade da Federação, totalizando 54 das 81 cadeiras do Senado Federal.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (PSB) tecnicamente empatadas na disputa pelas vagas de São Paulo, com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente. Marina também aparece em empate técnico com Ricardo Salles (Novo), que registra 13%.

Na sequência aparecem André do Prado (PL), com 11%, e Guilherme Derrite (PP), com 10%.

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