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Brasil Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 18:30 - A | A

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 18h:30 - A | A

Haddad, sobre rejeição: A campanha é um pouco nacionalizada, não tem como se dissociar

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, atribuiu nesta sexta-feira, 10, a rejeição de 47% registrada pela pesquisa Datafolha à nacionalização da disputa estadual e à influência das redes sociais sobre o debate eleitoral.

"Está sendo revertido. Se você pegar o filme, vai ver que está sendo revertido. É assim que funciona mesmo", disse Haddad. "A campanha é um pouco nacionalizada. Então, não tem como também você se dissociar. É um grupo mais de centro-esquerda, progressista, e uma extrema direita muito atuante nas redes sociais. Não podemos negar o poder das redes sociais de disseminar um tipo de informação que gera esse antagonismo."

Por sua vez, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, registra rejeição de 29%. O atual chefe do Executivo paulista lidera as intenções de voto segundo a mesma pesquisa, com 46% ante 30 do petista.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva antes da participação de Haddad no programa No Osso, promovido pelo grupo Derrubando Muros. O ex-ministro da Fazenda afirmou que o Brasil vive, desde 2016, um cenário de disseminação do ódio e da intolerância, fenômeno que, segundo ele, não se restringe ao País e atinge outras sociedades ocidentais. O petista disse acreditar que essa conjuntura será superada, assim como a Ditadura Militar e outros obstáculos da história brasileira.

Haddad afirmou ainda que sua equipe acompanha dois levantamentos (trackings) diários de intenção de voto, analisa conjuntamente as pesquisas eleitorais e realiza estudos qualitativos para compreender o comportamento do eleitor. Segundo ele, esses dados orientam a elaboração das propostas e do plano de governo, mas sem que abra mão de seus princípios e valores por conveniência eleitoral.

(Com Agência Estado)

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