Na propaganda, Flávio afirmou que Lula teria "dividido o seu poder com Alexandre de Moraes" e que, como consequência, o Brasil teria ficado "sem presidente nenhum, sem comando". O candidato também acusou o governo petista de fazer parte de um "sistema que está apodrecido" e afirmou que Lula teria governado ao lado de uma parcela do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, teria descumprido a lei.
Na ação apresentada ao TSE, a coligação de Lula sustenta que as declarações são falsas e teriam sido utilizadas para apresentar ao eleitor uma versão distorcida da atuação do governo federal e das relações entre Executivo e Judiciário. A campanha também contesta afirmações feitas por Flávio sobre segurança pública, pobreza e renda e argumenta que o conteúdo da propaganda ultrapassaria os limites do debate eleitoral.
A representação pede que a Justiça Eleitoral determine a suspensão da reexibição do programa e comunique as emissoras de televisão. A coligação solicita também que seja concedido direito de resposta no próprio espaço de propaganda utilizado por Flávio, com o objetivo de apresentar sua versão dos fatos aos eleitores.
Em outro trecho da petição, a campanha de Lula afirma que o pronunciamento de Flávio teria como objetivo explorar eleitoralmente o cenário de tensão entre instituições. Segundo a coligação, o candidato buscaria transformar o acirramento institucional em instrumento de campanha e, com isso, produzir efeitos eleitorais a partir da crise envolvendo o STF.
O pronunciamento de Flávio ocorreu no mesmo dia em que o Supremo esteve no centro de uma sessão marcada por tensão entre ministros durante a análise de questões relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao caso Banco Master.
(Com Agência Estado)
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