Flávio é mais rejeitado entre as mulheres (55%), por pessoas com 60 anos ou mais (59%), por quem não tem religião (68%) e por eleitores do Nordeste (61%). O nome de Lula tem maior rejeição entre homens (55%), eleitores de 25 a 59 anos (51%), evangélicos (61%) e sulistas (62%).
A rejeição ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) subiu de 29% no levantamento anterior para 34% na pesquisa atual. Caiado costuma se contrapor à polarização entre Lula e Flávio com o discurso de ter a menor taxa de rejeição entre os candidatos.
Ainda no quesito rejeição, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 33%. Houve uma variação dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, quando foram registrados 31% de rejeição ao mineiro.
No caso de Renan Santos (Missão), a rejeição oscilou positivamente para 31%. Na pesquisa de 10 de agosto, eram 29%. Santos segue o mais desconhecido, com 44% dos eleitores que dizem não conhecê-lo. Zema é desconhecido por 32% dos eleitores e Caiado, por 31%.
Preferência política
O levantamento mostra ainda que 39% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa de 10 de agosto eram 38%.
Outros 33% afirmam que gostariam de ver eleito Flávio Bolsonaro, um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou um membro de sua família - mesma taxa da pesquisa anterior.
De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda, 24% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo - também é o mesmo porcentual da pesquisa da semana passada. Brancos, nulos e indecisos somam 2%. Não sabem ou não responderam são 2%.
Segundo o cruzamento de dados apresentado pelo levantamento, entre os eleitores que preferem uma terceira via, 17% votariam em Lula; 15%, em Flávio; 52% nos demais candidatos e 10% votariam em branco ou anulariam.
Sobre a expectativa de audiência do horário eleitoral gratuito, 68% afirmam que irão assistir e 30% dizem que não.
A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 14 a 16 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03317/2026.
(Com Agência Estado)
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