Uma publicação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) provocou reação negativa entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais. O parlamentar defendeu uma possível composição entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para as eleições de 2026, o que foi interpretado por parte da base como um sinal de “traição”.
Na postagem, Nikolas explica uma declaração de bastidores, publicada pela coluna do Igor Gadelha, do Metrópoles, na qual afirma que o perfil ideal de vice para Flávio seria uma mulher. Ao falar sobre o conteúdo, o deputado diz que Zema também seria “uma excelente escolha” e “daria muito certo”.
“Acho o Zema uma excelente escolha. Só disse que talvez uma mulher também encaixaria e poderia somar com o público feminino. Somente isso. Bolsozema daria muito certo”, escreveu em seu perfil no X. A fala, contudo, não agradou parte dos seguidores.
A declaração acabou sendo lida por internautas mais alinhados ao bolsonarismo como um movimento de afastamento da linha tradicional do grupo político. Alguns chegaram a apontar “traição” por parte de Nikolas e rompimento com a ala conservadora ligada a Bolsonaro.
“O povo não aceita essa sua traição”, escreveu um perfil. Outro comentário afirmou que integrantes do campo político estariam “saindo da ambiguidade” e sendo expostos pela base.
“Os ‘insetos’ estão saindo da ambiguidade. A luz da base bolsonarista os força a se expor, um a um. Enquanto isso, corrói por dentro e fortalece uma terceira via por fora. Continuaremos expondo os insetos aqui e no Instagram”, diz um dos comentários.
Além das críticas, chamou atenção a comparação feita por seguidores com Joice Hasselmann, ex-deputada que rompeu com Bolsonaro após inicialmente integrar sua base. A analogia foi usada para sugerir um possível distanciamento futuro de Nikolas em relação ao bolsonarismo.
Até o momento, o martelo ainda não foi batido para definir como ficará a chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais. Em Minas, o cenário também é incerto. Zema tem se colocado como candidato ao Palácio do Planalto e, por enquanto, ainda não indicou uma possível desistência para se alinhar ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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