Em seu discurso, Gonçalves destacou as dimensões da Justiça brasileira e a necessidade de prevenir disfunções e tornar o Judiciário mais eficiente. Também ressaltou que a tecnologia "nunca poderá substituir a presença pessoal e afastar o juiz da realidade local".
"Orientar antes de sancionar e prevenir antes de reprimir não significa tolerar descumprimentos injustificados dos deveres funcionais. Significa agir com método, proporcionalidade e segurança jurídica", afirmou.
A cerimônia de posse foi realizada no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a presença dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também compareceram os ministros Alexandre de Moraes e Kássio Nunes Marques.
Ao discursar, Fachin lembrou a atuação de Gonçalves como corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Ele ocupou o cargo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde relatou ação que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por abuso de poder político nas eleições de 2022.
"Sua Excelência fez como devem agir os magistrados, por meio dos autos, da discrição, da serenidade e da firmeza, olhando as provas à luz da Constituição e da lei. Um exemplo", exaltou o presidente do Supremo e do CNJ.
(Com Agência Estado)
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