Além da tropa regular, policiais escalados para determinadas operações participam da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), programa que remunera os agentes pelo serviço extraordinário. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.
O montante recebido depende da carga horária cumprida. Há um limite de jornadas extras para evitar a sobrecarga dos agentes, que passam a trabalhar em períodos destinados ao descanso.
A remuneração extra segue a lógica da Operação Delegada, voltada, por exemplo, à prevenção do comércio ambulante irregular na capital. O valor pago varia conforme a patente: oficiais recebem mais do que praças (soldados, cabos e sargentos).
Batalhão tenta frear casos de quebra-vidro
Embora seja unidade permanente da PM, o Bravo tem uma estrutura diferente dos batalhões tradicionais. Seu efetivo é mobilizado conforme a necessidade de cada missão. Policiais e motocicletas podem vir de diferentes unidades, como a ROCAM, o BAEP e a Força Tática, além do policiamento de trânsito. Concluída a operação, eles retornam aos seus locais de origem.
A distribuição das equipes leva em conta mapas criminais e informações do sistema de monitoramento Muralha Paulista. O planejamento considera casos de quebra-vidro e roubos e furtos de veículos, além de locais em que a mobilidade das motos representa uma vantagem operacional.
Apesar do recuo da taxa geral de roubos e furtos na cidade, a percepção de violência entre os paulistanos cresce, como tem mostrado o Estadão. Entre os problemas está a ação de gangues quebra-vidro, roubos de celulares para aplicação de golpes e invasões de residências em bairros nobres, como o Morumbi.
O uso de motocicletas é um dos pilares do modelo. A mobilidade permite que as equipes circulem por corredores de difícil acesso para veículos maiores.
Em determinadas operações, dois policiais ocupam a mesma motocicleta (policiamento com garupa). O agente que vai na parte traseira pode utilizar armamento longo, como um fuzil. A presença de dois policiais por moto também facilita as abordagens e amplia o apoio entre os agentes durante o patrulhamento.
(Com Agência Estado)
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