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Brasil Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 17:30 - A | A

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Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 17h:30 - A | A

Aula de Haddad em Campinas é interrompida por confusão envolvendo integrantes do MBL

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Uma aula magna ministrada pelo ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi interrompida por manifestantes ligados ao MBL. O episódio, na noite desta quinta-feira, 2, envolveu agressões físicas depois que os participantes foram afastados do auditório.

Um dos envolvidos, o pré-candidato a deputado estadual Matheus Pereira (Missão-SP), conhecido como "Matheus Campinas", divulgou imagens da confusão. Na gravação, ele chama Haddad de "pior prefeito de São Paulo, péssimo, horrível", e classifica o evento como "campanha antecipada desse monte de vagabundos". Ao ser retirado do local, o militante do MBL leva uma rasteira de um homem, que ele alega ser segurança de Haddad, e cai no chão.

O Estadão procurou a pré-campanha do ex-ministro Fernando Haddad para comentário. Não houve retorno e o espaço segue aberto.

Outro participante, o pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy (Missão-SP), afirma que o grupo foi à aula para "fazer questionamento a Haddad". Na última sexta-feira, ele também esteve em cerimônia que concedeu ao ex-ministro o título de cidadão honorário de Santo André (SP). Em registro que consta em suas redes sociais, Piauhy é confrontado por apoiadores do ex-ministro e escreve que "os petistas malucos vieram para cima."

Em nota, o PT repudiou o episódio na Unicamp, que chamou de "violência política perpetrada por integrantes da extrema-direita". "Pela segunda vez, integrantes desse grupo político de extremistas provocam conflitos em atos políticos do nosso pré-candidato", afirma o comunicado, referindo-se à ação de Piauhy no ABC. A nota foi compartilhada nos stories do perfil oficial de Haddad e aparece em seu feed, no Instagram.

"Haddad tem percorrido o Estado com o objetivo que deveria ser de interesse de todos dispostos a disputar as eleições: debater propostas para o desenvolvimento econômico e social para todos os paulistas", diz o PT.

O partido acrescenta que, nos dois casos, os manifestantes agem de forma semelhante: "São premeditados, com celulares gravando em diversos ângulos e com provocações para estimular conflitos violentos."

A Unicamp também se manifestou sobre o ocorrido na quinta-feira, afirmando que apura os fatos ocorridos e que "a interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição."

"Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania", diz a nota divulgada pela instituição.

(Com Agência Estado)

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