A tecnologia está sendo empregada com a expectativa de que a detecção de sinais de celulares possa auxiliar na localização de possíveis sobreviventes nas proximidades. Assim, a identificação desses sinais pode indicar áreas prioritárias para a atuação das equipes de busca e resgate.
O equipamento tem capacidade de identificar celulares ligados em um raio aproximado de 50 a 100 metros, a depender da tecnologia do aparelho e das condições do terreno. Caso o dispositivo esteja ligado, é possível detectar sinais mesmo sob escombros. Um acessório complementar permite a localização com maior precisão do ponto identificado, auxiliando na delimitação das áreas de escavação.
A atuação da Senappen ocorre de forma integrada às equipes de resgate e defesa civil já mobilizadas na região."O equipamento utilizado pela inteligência nas unidades prisionais permite direcionar com maior precisão a detecção de sinais de aparelhos ativos, reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas, como o uso de retroescavadeiras, e conferindo mais agilidade e assertividade ao direcionamento das equipes de resgate", explica o secretário de Políticas Penais substituto, Glautter Morais.
Inicialmente a Senappen mobilizou dois policiais penais federais e um equipamento. Mas, diante da necessidade operacional, um segundo equipamento foi incluído nas operações de busca, assim como dois operadores adicionais.
65 mortes e 7 desaparecidos
As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais já deixaram 62 mortos em Ubá e Juiz de Fora e mais sete desaparecidos. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém, nesta sexta-feira, o alerta vermelho de grande perigo para acumulados de chuva na região, incluindo as duas cidades. O aviso indica possibilidade de volume de chuva superior a 60 milímetros por hora ou mais de 100 milímetros por dia, com alto risco de alagamentos, deslizamentos e transbordamentos de rios.
(Com Agência Estado)
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