A fala sobre a viagem ocorreu após Alckmin ser questionado sobre o contraste entre a mobilização do governador eleito Douglas Ruas (PL), que percorre o interior fluminense em carreatas por Flávio, e a atuação mais moderada de Paes, concentrada principalmente em vídeos nas redes sociais em defesa de Lula.
"Tem muita gente trabalhando no Rio de Janeiro, seja na capital, seja no Rio mesmo", respondeu o vice. Alckmin citou a mobilização do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e destacou a importância da participação de Paes, que, segundo ele, estará presencialmente em uma atividade de campanha no Rio por volta das 14h desta sexta-feira.
Sobre o debate da Globo, Alckmin afirmou ter expectativa positiva para o desempenho de Lula, mas criticou a conduta de Flávio no encontro anterior. "Eu acho que o último debate, o nosso adversário foi desrespeitoso no debate. E acho até que no próximo debate não vai permitir aquela coisa de ficar atrás da pessoa que está respondendo, incomodando, fazendo gestos", disse.
O vice-presidente defendeu que o confronto seja utilizado pelos candidatos para esclarecer dúvidas dos eleitores e prestar contas. Na avaliação dele, Flávio não respondeu aos questionamentos apresentados por Lula no debate da Band. "O debate é para esclarecer. O debate é um ponto alto da campanha", afirmou.
Alckmin também voltou a criticar as condições apresentadas pela campanha de Flávio para aceitar a abertura dos sigilos bancário e telefônico do candidato e de seus familiares, em resposta ao desafio feito por Lula. "O Flávio Bolsonaro tem 19 exigências para abrir o sigilo. Quem faz 19 exigências não quer abrir sigilo nenhum", afirmou o vice, classificando as condições como desculpas para evitar a divulgação das informações.
Na avaliação de Alckmin, candidatos à Presidência deveriam abrir mão de sigilos bancário, fiscal e telefônico para permitir a fiscalização de sua atuação. "Quem não quiser prestar contas, esclarecer, ter transparência, vai pro setor privado", disse.
As falas foram dadas antes de um encontro do movimento Direitos Já!, realizado na Casa de Portugal, em São Paulo. Alckmin recebeu uma carta com 14 propostas elaboradas por representantes da sociedade civil, abrangendo temas como democracia, economia, educação, saúde, infraestrutura e meio ambiente.
O vice-presidente afirmou que encaminhará o documento a Lula e elogiou a participação da sociedade civil na formulação de propostas. "Na democracia você ouve, dialoga e quem ouve mais erra menos", disse.
(Com Agência Estado)
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