"Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações em que nunca tive envolvimento", afirmou Neto em nota enviada ao Broadcast Político (sistema de noticias em tempo real do Grupo Estado).
A PF pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir buscas contra o candidato por suspeitar que ele tenha participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte. A investigação apura se a nomeação teria o objetivo de selecionar empresários em licitações que posteriormente gerariam retorno por meio de propina.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à diligência, mas o ministro Nunes Marques, relator do caso no STF, negou o pedido por considerar que não havia base legal suficiente. Com a decisão, ACM Neto não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira.
O candidato afirmou que a Overclean foi iniciada em dezembro de 2024 e que, desde então, não teria surgido nenhuma conduta que o relacionasse à prática de ilícitos. Segundo ele, a negativa de Nunes Marques confirmou a "completa e total inconsistência" das suspeitas.
Neto também relacionou a divulgação do pedido à proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. "Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia", declarou.
O ex-prefeito acusou ainda o grupo político que governa o Estado de tentar utilizar estruturas públicas para interferir na disputa. "Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do Estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder", afirmou.
A décima fase da Overclean apura suspeitas de direcionamento de contratações para o fornecimento de serviços e materiais didáticos na Secretaria de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Ao menos três procedimentos resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Entre os alvos está o ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral, que ocupou a mesma pasta durante a gestão de ACM Neto em Salvador.
(Com Agência Estado)
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