"Achei muito justas as críticas colocadas pela Erika Hilton, assim como outro parlamentares, que tiveram um fundo eleitoral que não é proporcional ao papel que têm na chapa para poder puxar votos e poder garantir vitórias para o partido. Agora, não estou envolvido no debate interno partidário. Meu foco está para ajudar o governo do presidente Lula nesta reta final", disse no "Bom Dia, Ministro", programa do Canal Gov, da EBC.
Hilton reclamou publicamente na semana passada pelo dinheiro que a direção do partido destinou para a sua campanha. Não falou em números, mas integrantes do PSOL disseram, nas redes sociais, se tratar de algo em torno de R$ 2 milhões para a candidatura à reeleição da deputada, por exemplo.
Erika Hilton disse que "o PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando". Acusou a direção partidária de privilegiar outros correligionários por "privilégio branco e cis", citando o caso do presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, e da pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul Manuela DÁvila.
"É um absurdo que a direção partidária feche os olhos para essa realidade. Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu.
Manuela D'ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios", disse.
(Com Agência Estado)
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