Os mandados são cumpridos em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.
"Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a surgir no decorrer das investigações", afirmou a PF em nota.
A apuração da lavagem de dinheiro foi aprofundada após a deflagração da primeira fase da operação, em 2022. A polícia descobriu que investigados mantinham bens próprios em nome de terceiros, realizavam despesas incompatíveis com a própria condição financeira e participavam de negociações vinculadas a imóveis.
A primeira fase da Operação Anáfora apurou suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, em contratos que somam R$ 563,5 milhões. À época, a PF mirou o candidato a vice-governador do Rio Washington Reis (MDB-RJ), companheiro de chapa de Cláudio Castro (PL-RJ).
Durante a ação de 2022, um fuzil foi apreendido na casa de Reis. Além disso, R$ 700 mil em dinheiro e cheques foram encontrados na residência do ex-secretário de Saúde de Duque de Caxias José Carlos de Oliveira.
De acordo com a PF, a investigação mostrou que a cooperativa de trabalho pertence a uma "estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas".
(Com Agência Estado)
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