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Artigos Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013, 11:00 - A | A

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013, 11h:00 - A | A

Pão, circo, eventos e palhaçadas

Não sou contra a realização de nada, seja carnaval, Pan-americano, Copa do Mundo ou Olimpíadas, mas que primeiro faça-se o dever de casa. Sejam responsáveis com o dinheiro público ou deixem a iniciativa privada cuidar daquilo que dá lucro só para ela

JOÃO EDISOM

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Bem, hoje o Brasil volta ao normal. Acabou o carnaval. Se bem que por estas terras, se tendo um pouco de dinheiro, será sempre um carnaval de gastanças e desperdício, PRINCIPALMENTE COM DINHEIRO PÚBLICO. Pois, se tivermos festas, o que interessa a saúde, a educação a segurança e o saneamento básico? Não é isso? Pois vejamos:


No ano de 2007, o Rio de Janeiro sediou o Pan-americano; gastos estrondosos, superfaturamento não explicado até hoje, legado zero... Terão que fazer tudo outra vez se quiserem reutilizar os locais onde foram realizados jogos e provas. Brincadeira com o dinheiro público, mas o povo gosta.

Nos últimos quinze dias vocês conseguem imaginar o quanto as prefeituras dos vários e paupérrimos rincões brasileiros gastaram com o carnaval 2013? Provavelmente não. Mas foi muito dinheiro público jogado para os “foliões”. E é aí que pergunto: quantos por cento dos brasileiros se beneficiam com o carnaval? Parem! Não estou querendo acabar com o carnaval, sou fã deste inconteste. Apenas estou questionando quantos são beneficiados com dinheiro de quem não está nem aí para o carnaval e o pior, não estão nem aí pelo seu dinheiro gasto com a folia dos outros. Faça a conta na sua família: quanto ganham com o carnaval e quantos realmente se divertem no carnaval? Aí comparem com os que não fazem parte desta festa. Verá que nossos governantes estão jogando nosso dinheiro no lixo do luxo da minoria.

Muitas destas cidades espalhadas Brasil afora estão hoje com cheiro e jeito de pinico, fedendo latrina. Enquanto a dengue leva vidas, enquanto a educação escolar vai empobrecendo, a saúde terminando no cemitério e a violência... Bem, a violência já faz parte do rito das nossas vidas, nem assusta mais.

Mas nem só de carnaval vive o brasileiro, e nem só no carnaval se derrama o dinheiro que falta para a saúde, segurança, educação e saneamento básico (vide mico na homenagem a Cuiabá em plena Marques da Sapucaí). Tem o esporte, o novo filão da gastança brasileira. Em 2014 vem a Copa do Mundo de Futebol. Será que realmente era necessário isso por aqui? Ganhamos todas fora do nosso território. A Copa é mais importante que sua segurança? Que a saúde de seu filho? Que a água e o esgoto de sua residência? Que a educação de toda uma geração? Pois está em primeiro lugar no momento.

E em 2016 teremos Olimpíadas no Brasil. Mais gastos. Para que? Precisamos ser os anfitriões do mundo mesmo? Por que outros países com economia bem mais equilibrada não estão se interessando por estes eventos? Isso traz legado bom ao nosso povo? Melhora alguma coisa no país? Ajuda as pessoas que moram por aqui? Alguns desavisados irão dizer: claro que sim olha o quanto de obras estão fazendo em função da Copa! Ora senhores, estas obras são uma vergonha, pois o cidadão que aqui mora já teria que estar usufruindo delas há muito tempo e não apenas agora por causa de Copa do Mundo. Olha a quantidade de impostos que pagamos. E aí pergunto se seu filho tiver três necessidades, quais desta atenderia primeiro, pela ordem: comprar remédio, livro para estudar ou ingresso para assistir um jogo de um esporte qualquer?  Imagine que poderia atender apenas um ou dois dos três pedidos, quais seriam os escolhidos?

Não sou contra a realização de nada, seja carnaval, Pan-americano, Copa do Mundo ou Olimpíadas, mas que primeiro faça-se o dever de casa. Sejam responsáveis com o dinheiro público ou deixem a iniciativa privada cuidar daquilo que dá lucro só para ela. O que me causa indignação é o uso do dinheiro público para fazer gracinha para menos de 20% das pessoas que muitas vezes nem pagam impostos. O Brasil é e sempre foi o país do “pão e circo” só que assim como estão fazendo este show, colocam os que pagam impostos na condição de palhaço daqueles que fazem a festa.

(*) JOÃO EDISOM DE SOUZA é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador de HiperNoticias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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Eb da Silva 15/02/2013

Eu nem diria "Circo, pão, eventos e palhaçadas", mas sim: palhaços natos. O pior é que somos a minoria a vivificar e criticar isso e ainda somos taxados de críticos sem sentido. Há! como faz falta o mínimo da sensibilidade das mazelas que acontecem em nossas voltas.

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Christiane Batista 15/02/2013

Lamentavelmente, são palavras formidáveis. Gostaria de não concordar, mas fico impossibilitada disso.

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2 comentários

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