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Artigos Terça-feira, 30 de Abril de 2013, 08:00 - A | A

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Terça-feira, 30 de Abril de 2013, 08h:00 - A | A

Não há do que se orgulhar

Teríamos que ter uma mentalidade extremamente subdesenvolvida para estarmos satisfeitos com o que temos no atual cenário da administração pública federal. São ministérios que não acabam e é bem provável que nem a presidenta da República saiba nominar

JOEL MESQUITA

Divulgação


Teríamos que ter uma mentalidade extremamente subdesenvolvida para estarmos satisfeitos com o que temos no atual cenário da administração pública federal. São ministérios que não acabam mais e é bem provável que nem a presidenta da República saiba nominar todos; instituições que mal sabem a razão de existir, a não ser claro, conhecem os seus objetivos nada razoavelmente probos, que é agregar partidos políticos para dar governabilidade ao poder central e atender bases eleitorais clientelistas e desprovidas de compromissos com a causa maior – diga-se no meu entendimento – o bem comum.

Um governo que preza pela ineficiência, incompetência e que acima de tudo adota uma postura destoante do que se esperava de um governo petista. Sigla que enquanto oposição ainda adotava um discurso de decência, era atuante e se preocupava em denunciar as mazelas presentes naquele contexto da administração federal entre os anos 1980 e fins dos anos 1990; por hora enquanto governo tem adotado posturas nada apreciadas na conduta da coisa pública; assistimos perplexos ao desencantamento das esperanças de mudanças razoáveis na condução do que é público. Infelizmente, cada vez mais longe do ideal da administração pública republicana que a maior parcela da população almeja, o PT no governo tem conduzido o país para um futuro incerto.

Diante de tantas problemáticas comuns aos brasileiros, como por exemplo, a péssima qualidade da educação básica ofertada pelas escolas públicas do país, as dificuldades no Sistema Único de Saúde, a corrupção, a pesada carga tributária, quero neste ensaio voltar minhas reflexões para os eventos internacionais que o Brasil sediará, em 2014 (mundial de Futebol) e 2016 (Olímpiadas), que infelizmente vem se evidenciando como problemas; sendo assim não há motivos para se orgulhar.  A corrupção graça, e o superfaturamento de obras se evidenciam a cada dia. O Brasil dá vexame internacional e caminha a passos largos para organizar, quiçá, o pior mundial dos tempos modernos.

O preocupante é que há um romantismo exacerbado que infelizmente tem embebecido e contagiado a população. O frenesi é geral e as massas não estão nem aí. Querem muitos gols, feriados, sambas, enfim festas, etc. Se tiver festas, o resto que se acabe. Assim pensa o brasileiro, que por ausência de uma educação crítica que permita realizar a autocrítica se exime de forma irresponsável ao debate por não possuir uma visão clara das problemáticas que por hora se evidenciam.

 Esse cenário é lamentável, porque mais uma vez estamos jogando o bebê juntamente com a água e a banheira no esgoto. Perderemos mais uma vez a oportunidade de dar um cartão de visita diferente para nossos turistas. Mais uma vez, seremos alvos de duríssimas críticas da opinião pública internacional. Tudo bem que o que fazemos aqui são previsões e assim sendo é compreensível não prever exatamente qual será a impressão que causaremos, mas diante do que temos no momento atual, é lastimável supor, causando assim arrepios até nos mais otimistas que infelizmente a mensagem não será das mais positivas.

É razoável dizer que de tudo isso ficará, assim acreditamos, um aprendizado doloroso, que talvez sirva para aperfeiçoarmos e assim nos organizarmos melhor para 2016. A copa do mundo nós já perdemos. Não no sentido de futebol em si, que por sinal também não está convencendo, mas no sentido qualitativo da coisa, as oportunidades. Não é possível nessa altura do campeonato imprimir qualidade, pois essa se alcança através de um processo construtivo. Perdemos o bonde e na correria, quiçá, poderemos até forjar qualidade, fazendo uso do velho jeitinho brasileiro, porém em sua plenitude, a qualidade, não teremos, nos serviços e no atendimento aos turistas em 2014.

Só para exemplificar, o que dizer das reformas dos nossos aeroportos? Faremos em menos de um ano, o que não conseguimos realizar em quatro? E a mobilidade urbana? Conseguiremos deixar o trânsito razoavelmente transitável? São perguntas que tem ecoado e que os organizadores insistem em desconstruir, vendendo a falácia de que tudo tem seguido o cronograma esperado. Mas a realidade é outra, não é o que vemos, não é o que sentimos ao andarmos pelas ruas das 12 cidades sedes do mundial, o que presenciamos é um cenário de desordem. Tudo bem que em alguns aspectos, pode haver um sentimento de impaciência. Mas com nosso histórico de vexames, não há como conter a crítica.

Pois se calarmos diante de tantos problemas, o futuro será incerto, as oportunidades serão perdidas e as esperanças não mais existirão. Para ultimar vale a pena parafrasear Fernando Henrique Cardoso quando ele diz: “Eu já sei o que está aí. O desafio é descobrir o que vem vindo, o que implica incerteza e, portanto, risco de não acertar". E com certeza leitores, o que está aí não agrada a mim e a muita gente. O que virá, só o tempo dirá, quero estar errado, mas pressinto coisas não boas. 

(*) JOEL MESQUITA – Cientista Social e Escrivão de Polícia, colaborador de HiperNiotícias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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