| Mayke Toscano/Hipernoticias |
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No exato centro continental, para Cuiabá e Mato Grosso o avião e o aeroporto são mais especiais ainda. Já no final dos anos 40, época em que o máximo que chegava por aqui eram os antigos DC-3, se tanto, homens com extraordinária visão de futuro destinaram os 700 hectares onde está hoje o Aeroporto Internacional Marechal Rondon. Fantásticos visionários! Hoje Cuiabá dispõe de um dos aeroportos melhor situados urbanisticamente e com área suficiente para firmar-se como um dos principais “hubs” aeroviários no continente, atraindo grandes empresas e gerando empregos e renda para a cidade e para o estado.
Entretanto, a grandiosa visão de futuro de nossas autoridades públicas parece ter ficado naquele passado remoto. O extraordinário desenvolvimento da cidade e do estado vem exigindo há décadas constantes e sucessivas ampliações e melhorias em nosso aeroporto, as quais só acontecem defasadas, após demandas fortemente reprimidas. Este ano, por exemplo, o movimento de passageiros deve beirar o 3,0 milhões e o Marechal Rondon convive com uma estrutura projetada na década de 90 para 1,0 milhão de passageiros/ano, cujas obras ficaram pela metade, paralisadas em 2004. A socos e pontapés foi feito ano passado um puxadinho para o desembarque. Chegamos a perder para Campo Grande uma linha internacional com a Bolívia pela falta de uma sala de 4x7 metros! Vergonha! Agora chegou a Copa do Mundo, um projeto nacional com o qual se esperava que afinal Cuiabá e Mato Grosso teriam um aeroporto digno e contemporâneo ao seu desenvolvimento. Qual o que!
Após 3 anos e meio da escolha de Cuiabá como uma das sedes da Copa, até ontem a Infraero não havia concluído a licitação das obras da estação de passageiros, prometida na última vez para início do mês de novembro. Nesse período tratei do assunto em quase 40 artigos, metade dos quais específicos. Molecagem, sabotagem e outras expressões menos publicáveis foram compartilhadas com muitos leitores indignados em relação a essa que é uma das 3 obras indispensáveis à realização da Copa do Pantanal. O senador Blairo Maggi, o ex-governador visionário que trouxe a Copa para Mato Grosso, poderia incluir o assunto na agenda de sua noticiada audiência com a presidenta Dilma, que talvez não saiba o que está acontecendo com o aeroporto. Agora faltam apenas 576 dias para o início da Copa e ainda dá tempo, porém agora só em 3 turnos, sábado e domingo, como aventado em caso de necessidade por Lula, quando ainda presidente. O senador poderia também incluir na sua agenda o trecho ferroviário de Rondonópolis a Cuiabá e daqui a Lucas, bem menor que a FICO, assim como a duplicação rodoviária até Posto Gil, não só até Rondonópolis. E viva o Cuiabá Arsenal, mais uma vez na final do campeonato brasileiro de futebol americano!
(*) JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário
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