Artigos Terça-feira, 21 de Junho de 2011, 13:00 - A | A

Terça-feira, 21 de Junho de 2011, 13h:00 - A | A

A Bela e a Fera

Nessa versão tupiniquim, a Bela, que não é tão bela, e a Fera, que não é tão fera, formam dupla para atuar num teatro que não é MAMBEMBE, mas aos olhos do povo "que olhamos, vemos, ouvimos e ficamos atentos"

IRIS DÉA

Palco de tamanho colossal, cenário deslumbrante. Artistas de várias procedências, previamente escolhidos na suposição de que desempenharão bem seus personagens. Tudo debaixo de um céu azul e no altiplano, numa parte central do Brasil.

O artista de primeira grandeza sempre escolhe os que formarão o restante do elenco. A queda de braço para formação desse elenco... valha-me Deus, é violenta!

O espetáculo anterior levou em cartaz longos dias e culminou com conseqüências inesperadas. Agora, a Bela, que não é tão bela, e a Fera, que não é tão fera, formam dupla para atuar num teatro que não é MAMBEMBE.

A Bela que não é tão bela, lindo sorriso, cabelos curtos, lisos, amarelinhos, ainda está na fase de ensaio. Vamos ver pra que veio!

A Fera que não é tão fera não se mostra o monstro vingativo, sua aparência é agradável, porém, sua personalidade, sim, vira fera de verdade quando a “chuçam” com vara curta. Aí, então, vem projetando faíscas. Ah! como ficam ruborizados os semblantes dos que desejam que a Fera fique sempre ENCARNADA do jeitinho que eles gostam.

Mas a Fera que não é tão fera, contrariada com a rebelião de alguns artistas, mostra que não atua para aplausos de platéia...

Dizem que quem adora, agora, as “luzes da ribalta” é o “quase amigo”. Por auto valorizar sua posição em cena atual, nos bastidores procura fazer a artista principal ficar refém do script que ele elabora.

Nós, do povo, olhamos, vemos, ouvimos e ficamos atentos ao resultado da mudança do elenco nessa seqüência de troca-troca.

Além da Bela que não é tão bela, veio para o palco aquela que ficou muito tempo boiando, aquela que salvara os peixinhos mensaleiros e outros tão graúdos quanto. Vem agora se apresentando com nova roupagem, protagonista de um personagem de fino trato.

Dizem alguns vermelhinhos: não serve para TAL PAPEL!

Bem, se não servir, Fera que não é tão fera vai ficar mesmo uma fera, tomará a decisão: tirá-la logo da função. Fará como no cururu cuiabano -Quem não sabe cantar é tirado da RODA COM O TRAZEIRO ALHEIO, e é mandado pôr a viola no saco e ir cantar noutro lugar.

(*) IRIS DÉA é cronista do quotidiano mato-grossense visto pelos olhos da alma e escreve para Hipernoticias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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