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Variedades Sábado, 05 de Setembro de 2026, 22:00 - A | A

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Sepultura faz show-funeral potente e se despede do Rock in Rio sem clássico

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Nunca houve um funeral mais animado e potente do que o da banda Sepultura neste sábado, 5, no Rock in Rio. A banda abriu o Palco Mundo se despedindo do festival, que marcou sua trajetória, com um show digno da importância do grupo, mas sem músicas de Roots, álbum que alavancou seu sucesso internacional, e seu maior clássico, Roots Bloody Roots.

O show faz parte da turnê 'Celebrating Life Through Death' ('Celebrando a vida através da morte', em tradução livre), de despedida, que a banda já havia apresentado na versão portuguesa do Rock in Rio, em Lisboa. Em junho, o Sepultura subiu em um palco secundário, mas fez uma apresentação com muita precisão técnica e fúria old school.

Neste sábado, porém, era clara a quantidade de fãs fiéis brasileiros que se amontoaram com capas em uma chuva incômoda na Cidade do Rock.

O público era considerável para o horário, sinal da importância do Sepultura, a maior banda brasileira de metal da história, e abriu rodas de mosh, ou "bate-cabeça", especialmente mais para o fim do show.

E parecia que a preocupação com a precisão técnica não estava tão presente. Não no sentido ruim - é inegável o talento de todos os integrantes, Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Greyson Nekrutman -, mas no modo como todos dividiram o protagonismo, confortáveis no palco.

Era nítida a vontade de levar o nome da turnê ao pé da letra. Longe de uma melancolia, o Sepultura tocou como se fosse a primeira vez da banda no festival e se aproveitou da potência monstruosa das caixas de som do Palco Mundo.

"É um dos melhores momentos da nossa carreira", disse Andreas, vestindo uma camiseta com uma caveira e os dizeres "funeral influencer", na metade do show. Em um momento poético, ao som de um berimbau, o guitarrista pintou uma tela cinza com raios solares amarelos.

A setlist focou nas músicas do último EP do grupo, The Cloud of Unknowing, lançado depois do anúncio da "morte", ainda neste ano, e outras faixas lançadas já com a presença de Derrick no grupo. Claro que houve clássicos, mas alguns fãs podem ter ficado sem entender a falta de menção a Roots, presente no show da banda no Rock in Rio Lisboa.

Talvez seja até a forma com que a banda escolheu encarar a própria morte: a olhando de frente. Em Beyond The Dream, faixa tocada mais para o final, Derrick pode ter dado uma explicação: "Deixando tudo isso para trás para recomeçar. Não há expectativas", repete o vocalista no refrão.

O Sepultura se apresenta pela última vez em novembro, no Mercado Livre Arena Pacaembu.

O Rock in Rio segue com seu "dia do metal" no sábado e a banda Avenged Sevenfold como headliner.

(Com Agência Estado)

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