Ao falar com jornalistas depois de receber o prêmio no domingo, 11, Moura afirmou que o Brasil ainda lida com consequências diretas do período histórico. Para ele, a produção de filmes sobre a ditadura segue necessária como forma de reflexão e memória.
"Precisamos continua fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta em nossa vida brasileira. Aconteceu há apenas 50 anos", afirmou o ator. Em seguida, ele relacionou o tema ao cenário político recente do país. "Recentemente, tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura", disse, em referência ao governo de Jair Bolsonaro.
Moura concluiu destacando que os efeitos do regime militar não pertencem apenas ao passado. "Portanto, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro", completou.
Reconhecimento internacional
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto também foi premiado como Melhor Filme em Língua Não Inglesa na mesma edição da cerimônia. Foi a primeira vez, em 27 anos, que o Brasil venceu essa categoria novamente, desde Central do Brasil, e a primeira vez que o país conquistou dois prêmios em uma mesma edição da premiação.
No palco, Kleber Mendonça Filho agradeceu ao elenco, mandou uma saudação ao Brasil e destacou a parceria com Wagner Moura.
O diretor também dedicou o prêmio a jovens cineastas e ressaltou o momento histórico para a realização de filmes no Brasil e nos Estados Unidos. O Agente Secreto ainda concorreu a Melhor Filme de Drama, mas perdeu para Hamnet.
(Com Agência Estado)
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