O padre Françoá Costa, excomungado desde o início de julho, criticou o que chamou de “ideias modernas e heréticas” dentro da Igreja. Segundo o sacerdote, o que se observa atualmente em parte da Igreja Católica não condiz com a tradição. ” Vemos várias dancinhas e invenções na missa”.
Em entrevista ao Metrópoles, o clérigo afirmou que, apesar da penalidade canônica aplicada, reza diariamente pelo Papa Francisco e pelo arcebispo de Brasília, cardeal Dom Paulo Cezar Costa, mencionando-os nominalmente em suas celebrações. O sacerdote argumentou que seu grupo não busca uma ruptura definitiva com o Vaticano, mas sim uma resistência ao que considera desvios teológicos modernos.
Como exemplos dessas divergências, o padre citou a bênção concedida por cardeais a casais do mesmo sexo e a comunhão oferecida a pessoas em segunda união, práticas que classificou como contrárias à doutrina tradicional. Diante desse cenário, Françoá Costa afirmou que qualquer tentativa de entendimento com a ala reformista da Igreja está descartada.
“Um diálogo com essas pessoas que querem tudo isso na Igreja Católica para nós é inviável no momento. Não dá pra fazer esse diálogo agora. Vamos esperar o tempo que a providência determinar. Deus vai cuidar de tudo isso”, concluiu.
A FSSPX, fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, defende a preservação das tradições da Igreja Católica, como a celebração da missa em latim e a manutenção dos ensinamentos anteriores ao Concílio Vaticano II.
O Vaticano, por sua vez, considera que a fraternidade rejeita parte das reformas aprovadas pelo concílio e desafia a autoridade da Igreja, o que tem provocado sucessivos embates entre as duas partes e culminou na recente declaração de cisma e excomunhão.
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