A descoberta de novas espécies é algo que vez ou outra rende nomes curiosos no batismo dos exemplares. Recentemente, o Metrópoles noticiou, por exemplo, o achado do “besouro arretado” no Nordeste brasileiro. Ainda na América do Sul, dessa vez na Colômbia, a novidade foi o encontro de uma nova aranha tecelã de fendas, a Pikelinia floydmuraria – o nome faz referência a banda de rock britânica Pink Floyd.
Além do “pik” e “floyd” no nome, a homenagem também fica nos detalhes. “Muraria” é uma derivação do latim para “parede”, o que faz alusão tanto ao hábito da nova espécie de ficar nas paredes de edifícios quanto ao álbum famoso da banda britânica “The Wall” “(“A parede”, na tradução em inglês).
O encontro da descoberta animal – e talvez até musical – foi liderado pelo pesquisador Osvaldo Villarreal, da Universidade Central da Venezuela, em parceria com especialistas locais. Os resultados foram publicados na revista Zoosystems and Evolution em meados de fevereiro deste ano.
Além do rock: aranha controladora de pragas
A nova espécie mede entre 3 a 4 milímetros e faz parte do grupo de aranhas sinantrópicas, ou seja, aquelas que vivem em ambientes urbanos. Por isso, a aranha se faz valer de sua moradia: ela tem uma rotina alimentar composta por formigas, moscas, mosquitos e besouros, o que, consequentemente, ajuda a controlar pragas domésticas.
Durante as análises, foram descobertos fatos curiosos sobre o exemplar. Pelo menos no mundo das aranhas “Pink Floyd”, tamanho não é documento e ela se alimenta de formigas até seis vezes maiores que seu corpo. Outro achado é que a espécie constrói teias perto de locais com luzes artificiais para predar insetos atraídos pela luz.
A aranha “Pink Floyd” é apenas o segundo exemplar da espécie do gênero Pikelinia descrito na Colômbia. Além dela, foram observados mais animais pertencentes ao grupo em específico.
“Este estudo amplia o conhecimento sobre a diversidade e a ecologia trófica do gênero Pikelinia. Apesar dos avanços taxonômicos, a ecologia e a biologia desse grupo permanecem pouco compreendidas. Muito ainda precisa ser explorado”, escrevem os autores no artigo.
No futuro, o plano dos pesquisadores é realizar mais análises moleculares e de DNA para descobrir mais detalhes da espécie, como a história evolutiva e a quantificação de seu potencial como reguladora de pragas em ambientes urbanos.
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