Em nota, os diretores comemoraram a seleção e destacaram o significado de estrear um projeto independente em um dos festivais mais importantes do mundo. "Essa estreia reafirma que histórias contadas a partir de corpos historicamente marginalizados também pertencem aos maiores palcos do cinema mundial", disseram.
Filmado em Porto Alegre, London acompanha um jovem com deficiência, interpretado pelo próprio Victor Di Marco, que trabalha com performances eróticas em uma casa de fetiches. Ao receber o resultado de um exame médico, ele passa a investigar a origem e o futuro de sua deficiência. O elenco também reúne Carla Cassapo, Jéssica Teixeira, Pedro Bertoldi, Priscilla Colombi, Emilio Farias e Manu Thedy.
Ao Estadão, Laura Moglia, produtora do longa pela Proa & Popa Filmes, disse que a estreia em Veneza "ainda parece um sonho do qual estou acordando aos poucos".
"É difícil encontrar palavras para descrever o que significa ver London chegar até aqui depois de tantos anos de dedicação, incertezas e da escolha diária de continuar acreditando, mesmo quando tudo parecia dizer o contrário", afirmou ela, que se envolveu com o projeto em 2018. "Estar aqui é a prova de que alguns sonhos se realizam pela recusa em desistir deles."
Na disputa da Semana da Crítica, o longa concorre com The End of Times (Colômbia), The H@llow Man (Tunísia), Meteorite (Colômbia), Our Share of Sand (Índia, Reino Unido e Grécia), Prima della Guerra (França e Itália) e Zoom In, Zoom Out (China). O vencedor receberá o prêmio Leão do Futuro, além de US$ 100 mil.
Além dos filmes em competição, a Semana da Crítica exibirá Il Grande Giaffa, de Marco Santi, como filme de abertura, e Rider, de Roan Johnson e Davide Pavanello, responsável por encerrar a programação.
(Com Agência Estado)
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