Julien, um lêmure que vive no Projeto Selva Viva, na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, virou atração após acertar os resultados de três partidas da primeira fase da Copa do Mundo de 2026. O animal participou de um desafio proposto por uma emissora de TV e desbancou seus adversários: o cachorro Boleto e o polvo Patrick.
Nos jogos entre Brasil e Marrocos, México e África do Sul e Estados Unidos e Paraguai, o lêmure escolheu corretamente os vencedores de cada partida, em uma dinâmica feita com potes de comida que funciona da seguinte forma:
Antes dos jogos, os cuidadores apresentam três opções, duas identificadas com as seleções que entrarão em campo e uma com a palavra “empate”. A escolha feita pelo animal é interpretada como um palpite para o resultado da partida.
Quem é Julien?
Julien é um lêmure-de-cauda-anelada, uma espécie exclusiva da Ilha de Madagascar, tem 6 anos e pesa 3kg. O animal mora no Projeto Selva Viva, em um habitat adaptado às necessidades da espécie, junto de sua companheira Úrsula — com quem já teve filhotes.
Em entrevista ao Metrópoles, Laura Camilo, veterinária do projeto, informou que a equipe de cuidado realiza enriquecimento ambiental e monitora diariamente a saúde e o bem-estar do animal. Sua alimentação balanceada inclui: ração para primatas, folhas, hortaliças, legumes, frutas e, ocasionalmente, insetos.
A veterinária afirmou que o desempenho de Julien surpreendeu a todos do projeto, e que a brincadeira tem sido uma forma de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da fauna.
“Estamos muito felizes com o desempenho do nosso lêmure Julien no bolão da Copa. Acertar três palpites seguidos dos jogos dos Estados Unidos, México e Brasil é algo que chamou a atenção de todos por aqui.
Brincadeiras à parte, sabemos que os palpites dos animais são uma forma divertida de aproximar o público do esporte e da conservação da fauna. Atualmente, o lêmure-de-cauda-anelada é classificado como “Em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, indicando um alto risco de extinção na natureza, em razão principalmente da destruição de habitats e também da caça ilegal.”
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