Depois de interpretar Jair Bolsonaro na polêmica cinebiografia sobre o ex-presidente, Jim Caviezel voltará ao papel de Jesus Cristo nos cinemas. O ator está confirmado nas continuações de A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson.
Segundo informações divulgadas pela revista Variety, o diretor descreve a nova história como “uma viagem de ácido”. A sequência, dividida em duas partes, irá retratar a ressurreição de Jesus de Nazaré e os dias do profeta ao lado de Maria Madalena (Monica Bellucci) após a Cruxificação.
“Sou profundamente grato ao meu elenco e equipe incrivelmente talentosos por dedicarem seus corações a esta produção. Juntos, criamos algo poderoso”, diz Mel Gibson. “Para mim, é muito mais do que um filme. É uma missão que carrego há mais de 20 anos.”
Ao contrário de Dark Horse, que ainda não tem uma distribuidora segundo o Deadline, A Ressurreição de Cristo será distribuído pela Lionsgate nos Estados Unidos e já tem parcerias para lançamentos em vários países do mundo.
Antes de ser escolhido para interpretar Jair Bolsonaro na cinebiografia que vai retratar a 1ª campanha presidencial do ex-presidente, Jim Caviezel acumulou papéis memoráveis, e polêmicas, em Hollywood.
O ator alcançou o estrelato ao interpretar o papel principal em O Conde de Monte Cristo (2002). O destaque chamou a atenção do diretor Mel Gibson, que o convidou para interpretar Jesus em A Paixão de Cristo (2004), que por anos, foi o filme +18 com maior bilheteria nos Estados Unidos.
O papel, no entanto, veio acompanhado de uma previsão trágica do diretor a Jim Caviezel. “Você nunca mais trabalhará nessa cidade”, teria dito o cineasta em conversa relatada pelo jornal The Guardian. A suposta previsão ganhou força nos anos seguintes.
A Paixão de Cristo foi marcado por polêmicas desde as gravações até a recepção da crítica. O ator alega ter deslocado o ombro, ter sido atingido por um raio e chicoteado acidentalmente nas costas durante a produção do longa.
Além disso, o longa enfrentou acusações de antissemitismo por parte de críticos e representantes de comunidades judaicas. “O filme antissemita mais virulentamente feito desde os filmes alemães de propaganda da Segunda Guerra Mundial”, avaliou o New York Daily News à época.
Após o sucesso, Caviezel perdeu espaço e passou a atuar em produções menores. Neste meio tempo, o ator causou alvoroço após compartilhar uma série de declarações contra a vacinação e a favor de teorias conspiratórias ligadas à extrema direita.
Conheça o elenco de Dark Horse
Além de Jim Caviezel, uma série de outros artistas internacionais foram escalados para interpretar a família Bolsonaro em Dark Horse. Os atores escalados para viver os filhos do ex-presidente são: o mexicano Marcus Ornellas, como Flávio; o brasileiro Sérgio Barreto, que dará vida a Carlos; e o norte-americano Eddie Finlay, que interpretará Eduardo.
Já Michelle Bolsonaro será interpretada pela norte-americana Camille Guaty. Compare o elenco aos membros da família Bolsonaro:
Segundo o primeiro trailer oficial de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme se propõe a fazer um retrato hollywoodiano da campanha presidencial do então candidato em 2018.
O trailer começa com uma série de cenas demonstrando a relação de Bolsonaro com a imprensa brasileira. O material de divulgação, destinado ao público estrangeiro, apresenta o político sendo perseguido por repórteres, que o descrevem com termos como “racista”, “populista perigoso” e “ditador”.
Flávio negociou investimento em filme sobre Bolsonaro
Trocas de áudios divulgadas pelo Intercept mostram que Flávio Bolsonaro teria negociado repasses à produção cinematográfica com Daniel Vorcaro. O filho do ex-presidente demonstrou preocupação com o andamento da produção e os atrasos nos pagamentos.
Em um dos momentos mais emblemáticos da conversa, o senador se preocupa com que a família fique com a imagem “queimada” com o protagonista e o diretor do longa.
“Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel [que será Jair Bolsonaro no filme], em um Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… Os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz ele.
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