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Variedades Domingo, 13 de Setembro de 2026, 07:00 - A | A

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A banda Stray Kids faz história e abre as portas do Rock in Rio para o k-pop

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Falar de k-pop sempre envolve superlativos. Logo, era previsível que a estreia do gênero no maior festival do País, o Rock in Rio, se desse de forma grandiosa - mas com espaço para a conexão com quem acompanhava o show. A sexta-feira, 11, provou que o futuro da música está, em grande parte, nas mãos do k-pop e de seus superfãs. Uma multidão levou seus lightsticks (os bastões de luz característicos dos shows do gênero) para a apresentação do grupo sul-coreano Stray Kids, que durou 1h45.

Formado por Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N, o próprio grupo se impressionou com a dimensão do público. "Tem muita gente aqui, é surreal" e "Não consigo ver o final dessa galera" foram alguns dos comentários feitos pelos integrantes.

O SKZ, como o grupo também é conhecido, já está acostumado a mobilizar multidões. No ano passado, eles realizaram a maior turnê de k-pop da história do país, reunindo 175 mil pessoas em três datas esgotadas.

Essa hiperconexão com os fãs é construída desde o primeiro dia - das tradicionais lives feitas pelos integrantes às frequentes pausas durante a apresentação para conversar com a plateia. No palco, cada um dos oito membros tem seu momento para se comunicar com o público. É também próximo aos fãs que o SKZ escolhe iniciar a apresentação do Rock in Rio. Uma câmera os filma desde os bastidores até perto da grade antes que comecem a cantar Topline.

Há tudo o que se espera: as coreografias sincronizadas e impecáveis e os vários efeitos pirotécnicos e de luzes, que surgem em vários momentos do show, como na apresentação de Lalalala. E o impacto visual é enorme quando uma multidão de dançarinos entra no palco para Walkin on Water.

Rockstars

O grupo se impõe no palco com uma mistura entre o pop já tradicional de grupos do gênero e o rap, sempre com pose de rockstars. O público canta cada palavra, grita a cada interação e mantém o celular em riste em todas as músicas. Mais para o fim do show, há pouco movimento de pessoas saindo antes de o grupo deixar o palco. Mesmo depois de um falso encerramento com uma sequência de Run It, Miroh e, claro, mais uma queima de fogos.

A banda faz suspense e volta ao palco para cantar, pela segunda vez, This & That e Ai Se Eu Te Pego, hit de Michel Teló que viralizou na Coreia do Sul e que já havia sido cantado no show do SKZ no Rio, no ano passado. Eles ainda cantam Chk Chk Boom e arrancam gritos com a última do setlist, Hall of Fame.

Em tempos em que estar conectado é regra, a banda é prova de que, hoje, o segredo para conquistar não é mais se manter distante: é estar sempre perto e prometer voltar uma próxima vez.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Com Agência Estado)

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