Terça-feira, 21 de Maio de 2024
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,10
euro R$ 5,53
libra R$ 5,53

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,10
euro R$ 5,53
libra R$ 5,53

Últimas Quarta-feira, 11 de Maio de 2016, 11:10 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quarta-feira, 11 de Maio de 2016, 11h:10 - A | A

WORKSHOP

Destinação de animais mortos na suinocultura foi debatido em workshop

Atualmente não existe um modelo que garanta a biosseguridade do processo e amenize os impactos ambientais, trabalhistas e econômicos

REDAÇÃO

A situação atual da destinação de animais mortos nas propriedades rurais é uma grande preocupação dos suinocultores mato-grossense. O tema foi o alvo de discussão nesta terça-feira (10.05), no primeiro dia do Workshop “Discussão dos Roteiros Orientativos na Prática Ambiental na Suinocultura de Mato Grosso”. O evento que é uma realização da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), tem o intuito de discutir melhores técnicas ambientais voltadas ao setor.

 

Assessoria

Embrapa

 

De acordo com o agrônomo e pesquisador da Embrapa, Everton Luis Krabbe atualmente não existe um modelo para todos os tipos de produtores - sejam eles pequenos, médios ou grandes - que garanta a biosseguridade do processo e amenize os impactos ambientais, trabalhistas e econômicos. "Essa é uma situação que preocupa o setor produtivo seja de aves, suíno ou bovino. Existe uma necessidade de empenho na condução de trabalhos de pesquisa aplicados, em parceria com todos os elos da cadeia produtiva - setor público e privado -, para uma definição de estratégias oficiais para o problema", explicou.

 

De acordo com o pesquisador, a Embrapa reconhece o desafio que representa a destinação de cadáveres de animais mortos no atual contexto dos sistemas de produção, considerando a intensificação e concentração das atividades, associada à carência de mão de obra, importância da biosseguridade e pressão por redução de custos. Estima-se que este problema ultrapasse as 300 mil ton/ano, apenas na produção de frangos de corte e suínos no Brasil.

 

"Embora existam novas propostas tecnológicas a maioria delas não foram validadas e não são aceitas pela legislação e órgãos ambientais. E atualmente estamos estudando elas", enfatizou Everton.

 

Um dos desafios é que não existe uma legislação específica para a coleta e transporte de carcaças de animais mortos das propriedades e granjas, há um vácuo na legislação. Segundo o agrônomo a Embrapa vem estudando a questão.

 

“Para se ter uma normativa sobre o assunto, primeiro é preciso fazer um levantamento sobre o assunto, desde como será feito esse transporte, porque tipo de veículo, quem faria isso, por quanto tempo, para onde será levado esse animal, qual seria sua destinação. Além disso fazer uma analise econômica e de risco”, explicou.

 

E isso é algo que já está sendo feito pontuou Krabbe. “Por exemplo, uma das áreas que estamos estudando é o uso da carcaça como fertilizantes organominerais, que são adubos orgânicos enriquecidos com nutrientes minerais. Nessa composição, a parte orgânica pode ser obtida a partir de fontes como dejetos processados de aves e suínos”, disse.

 

A Embrapa Suínos e Aves vem realizando um amplo estudo em que mostra formas de viabilizar a correta reciclagem animal e aguarda por uma posição dos órgãos. "O que se propõe é que se crie uma legislação prevendo esse recolhimento, mas atendendo questões de biosseguridade. Esse é o momento para elaborarmos uma normativa que funcione bem e atenda as normas sanitárias, beneficiando a suinocultura no país", analisa.

 

Para o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, esse estudos são essências para a cadeia suinícola, principalmente pelo grande volume da produção no Estado.

 

“Os produtores de Mato Grosso tem a intenção de fazer o reaproveitamento desses animais mortos, lógico com a devida verificação de médicos veterinários, levando em conta as questões ambientais e sanitárias, e para que isso aconteça os estudos que a Embrapa realiza são necessários, assim como o debate com a Sema que está aconteceu neste workshop”, afirmou.

 

De acordo com o diretor nos dias 08 e 09 de maio pesquisadores da Embrapa visitaram granjas em Tapurah (412 Km de Cuiabá). “Trouxemos os pesquisadores para conhecer um pouco da suinocultura mato-grossense, averiguar questões ambientais e sanitárias. Possuímos uma parceria bem salutar com a Embrapa, e entendemos que no futuro os estudos feitos pela entidade poderão ser utilizados no Estado. Assim como enxergamos a possibilidade de trabalhar com a sustentabilidade ambiental na suinocultura”, ressaltou Rodrigues.

 

O workshop segue na quarta-feira (11.05), no auditório do Edifício Cloves Vettorato, em Cuiabá.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros