Manter o colesterol sob controle vai muito além de evitar alterações nos exames. A medida é uma das principais estratégias para reduzir o risco de complicações cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), que continuam entre as principais causas de morte no país.
Em 8 de agosto, o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol reforça a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), quatro em cada dez adultos brasileiros convivem com níveis elevados da substância.
Para o cardiologista intensivista e responsável pelas UTIs do Hospital São Mateus, Sandro Andrey Nogueira Franco, muitos dos casos graves atendidos diariamente poderiam ser evitados com prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado.
"O colesterol elevado geralmente não provoca sintomas. Muitas vezes, a primeira manifestação é justamente um infarto ou um AVC. Quando isso acontece, a doença vascular já está instalada e o risco de complicações é muito maior", alerta.
Prevenção deve começar cedo
Segundo o especialista, fatores como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação rica em gorduras favorecem o aumento dos níveis da substância.
A boa notícia é que grande parte desses fatores pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado e abandono do cigarro.
"Controlar o colesterol significa cuidar da saúde de forma ampla. Além dos hábitos saudáveis, é fundamental manter doenças como diabetes e hipertensão sob controle e realizar acompanhamento médico periódico", orienta.
Exames ajudam a identificar o problema
Como a alteração normalmente não provoca sintomas, os exames laboratoriais continuam sendo a principal forma de identificar o problema antes do surgimento de complicações.
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendam que todos os jovens realizem pelo menos uma avaliação do perfil lipídico entre os 17 e 21 anos. A frequência dos exames deve ser definida conforme os resultados e os fatores de risco de cada paciente.
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