Depois de diversos burburinhos em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que deveria ser construída no bairro Pascoal Ramos e pode ser transferida, a direção Defensoria Pública do Estado decidiu solicitar que a prefeitura se posicione oficialmente sobre a necessidade da mudança.
A decisão foi tomada após a reunião dos vereadores e líderes comunitários do bairro Pascoal Ramos com o defensor-geral Djalma Sabo Mendes, realizada nesta quinta-feira (25). Vereadores já haviam cobrado anteriormente o secretário de Saúde, Kamil Fares.
Segundo o vereador Ricardo Saad (PSDB), foi necessário recorrer aos meios judiciais para esclarecer o que acontece e qual a decisão oficial do prefeito Mauro Mendes (PSB). “O que sabemos é só o que a imprensa publica. É o nosso lado e o outro, mas agora queremos saber algo oficial”, aponta.
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Mas por determinação do prefeito Mauro Mendes, a UPA passaria a ser edificada na avenida das Torres. A intenção é que a unidade seja de fácil acesso e receba todos os munícipes da região sul da capital.
Conforme o vereador, o defensor Djalma recebeu vários documentos das lideranças comunitárias, inclusive um atestado do Conselho Regional de Engenharia (CREA) para garantir a segurança do terreno do Pascoal Ramos.
“O prefeito tem alegado que o terreno é um pântano, que não dá para se construir nada lá, mas o CREA atestou que lá é um bom terreno”, argumenta.
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Diante do cenário de diz que me diz, o defensor decidiu solicitar informações oficiais da Prefeitura para identificar se há uma motivação para a mudança.
“O defensor quer saber qual a base legal para essa mudança. Quer informação oficial, notificação e tudo, porque hoje está tudo no bate papo”, assegura.
Caso não tenha motivação para transferência, a defensoria deverá ingressar com uma ação civil pública contra a prefeitura.
PROBLEMA ANTIGO
A UPA tem dado dor de cabeça para muita gente desde a decisão de Mendes. Em todas as oportunidades, o prefeito bem como o secretário de Saúde, Kamil Fares, são indagados pela mudança.
Inclusive, na semana passada, a Câmara Municipal solicitou a presença do secretário para explicar a situação. No entanto, conforme o regimento da Casa, Fares tem até quatro meses para prestar contas de sua secretaria.
Além disso, na terça-feira (23), diversos vereadores bem como moradores do Pascoal Ramos foram à prefeitura entregar um abaixo assinado contendo mais de 48 mil assinaturas exigindo a não transferência da unidade de saúde.
Na ocasião, não foram recebidos pelo prefeito ou secretário, e apenas protocolaram o documento. Ao que tudo indica, a definição sobre a UPA vai longe.
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Cláudio Santana 26/04/2013
Uai, vereadores com verba de gabinete e outras verbas para custear pessoal e assessoria jurídica recorrendo à Defensoria Pública? Não há interesse da defensoria neste momento, essa atitude de solicitar informações cabe ao Ministério Público, e não à Defensoria, à quem cabe a assessoria jurídica aos mais necessitados!
Claudia Costa 26/04/2013
Não votei no Mauro, mas ele tá certo. A UPA no novo local vai beneficiar mais gente, meu bairro vai ser beneficiado, se o recurso é do povo, por que levar para um bairro só?
Carlos Pedrosa 26/04/2013
Esse cidadão adora um microfone e holofote. O recurso é federal, a UPA tem capacidade de atendimento muito maior do que um posto de saúde e não pode ficar prese aos interesses bairristas, ela deve sim ser CONSTRUÍDA NUM LOCAL DE FÁCIL ACESSO, PARA PERMITIR QUE TODA A REGIÃO DO GRANDE COXIPÓ (Coxipó, Industriário, Pascoal Ramos e Adjacências) TENHA ATENDIMENTO. Agora tá virando moda, o recurso seja de onde for, deve ser aplicado para beneficiar a COLETIVIDADE CUIABANA. Esse papo de beneficiar o bairro "X" ou "Y" acabou. Isso sim é gestão eficiente, deve ser instalada onde contemple o maior número de moradores, e não onde pessoas interesseiras esbravejem que tem que ser (por motivos eleitorais ou não, vai saber). Dizem que o Mauro Patrão não se reeleje pra mais nada, entretanto, se ele continuar nesse ritmo que está, COLOCANDO A CASA EM ORDEM, Cuiabá vai se transformar em uma verdadeira Capital, relegada a segundo plano por conta de interesses politiqueiros e por gestores medrosos que não tinham coragem de desagradar parte da opinião pública (leia-se ELEITORES). O que é certo tem que ser feito, o recurso é de todos e a UPA tem que beneficiar CUIABÁ, e não apenas alguns bairros.
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