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Política Domingo, 18 de Outubro de 2026, 15:35 - A | A

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HNT ENTREVISTA

Taxas penalizam indústria de MT e reduzem competitividade, diz dirigente

O presidente da Fiemt critica taxação de compras internacionais e defende industrialização para agregar valor às exportações

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Daniel Souza/TV HNT

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, criticou o volume de taxas e disse que as cobranças interferem no potencial de competitividade da indústria mato-grossense. Ele defendeu um planejamento de longo prazo para ampliar o valor agregado ao que é produzido regionalmente.

Na avaliação de Rangel, MT precisa reduzir a dependência da exportação de matérias-primas e investir na transformação de produtos como soja e milho dentro do próprio país. A estratégia, segundo ele, permitiria ampliar a participação da indústria na economia e fortalecer a competitividade diante dos produtos importados, principalmente da China.

LEIA MAIS: Silvio Rangel questiona ausência de hidrovias no plano de governo de candidatos

Silvio Rangel afirmou que o país enfrenta dificuldades para competir com produtos estrangeiros e apontou o chamado custo Brasil como um dos fatores que comprometem o desempenho da indústria nacional.

Como exemplo, ele citou o setor de embalagens, que, segundo o presidente da Fiemt, atualmente responde por apenas 15% do mercado brasileiro, enquanto o restante é abastecido por produtos importados.

"Se não começarmos a olhar para o país do ponto de vista industrial e para os custos que enfrentamos, o chamado custo Brasil, perderemos cada vez mais competitividade e, em pouco tempo, nossa indústria poderá entrar em declínio", afirmou.

Ao abordar o potencial exportador de Mato Grosso, Silvio destacou a importância de mercados como China e Europa para a comercialização de grãos produzidos no estado. No entanto, defendeu que o país avance para além da venda de commodities e invista no processamento da própria produção.

O presidente da Fiemt também ressaltou que o desenvolvimento industrial depende de planejamento de longo prazo e de políticas públicas que incentivem a produção nacional. Para ele, os candidatos eleitos em 2026 precisam apresentar propostas capazes de orientar o desenvolvimento econômico do país.

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