O presidente da MT Participações e Projetos (MT PAR), Wener Santos, classificou como “absurda” a proposta realizada pelo senador e pré-candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PL) de paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso em razão de investimentos à outras áreas essenciais, como habitação e saúde, caso venha a chefiar o Executivo estadual. Santos afirmou ficar surpreso com o fato de um representante do Congresso Nacional sugerir a interrupção de um projeto público em andamento
“Fiquei surpreso como um senador da República fez um comentário em parar obra pública diante de várias dificuldades que o governo teve que enfrentar”, afirmou Wener, em entrevista nesta sexta-feira (12).
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O presidente da MT PAR também relembrou o cenário de obras paralisadas herdado pela atual gestão, destacando que a descontinuidade de projetos no passado resultou em prejuízos financeiros e humanos para a população mato-grossense. Ele citou casos como o da BR-163, de hospitais e do BRT para contextualizar os riscos de novas paralisações.
“A BR-163, que era uma obra paralisada, o governo do Estado teve que assumir o problema. Mais de 200 famílias perderam seus entes queridos por ano naquela BR e a gente conseguiu retomar. Hoje diminuímos em 95% os acidentes, hospitais que estavam paralisados. Essa novela do BRT, tantas obras paralisadas, que prejuízo que isso deu para o Estado do Mato Grosso”, disse.
Além de defender a continuidade das obras no parque, Wener contestou o argumento de que a obra subtrai recursos da habitação e ressaltou que o programa habitacional do estado está em expansão, tendo retomado milhares de unidades que estavam abandonadas antes da atual administração.
“Agora você vê um senador falar em paralisar a obra, isso é um absurdo, o Parque Novo Mato Grosso é uma referência para o Brasil, para o mundo, todos os eventos são gratuitos, tá vindo gente do Brasil todo participar, todos os eventos são lotados e o programa de casa no Mato Grosso nunca parou. Depois que o Mauro Mendes assumiu, nós tínhamos mais de 11 mil unidades abandonadas e o governo retomou, fez os investimentos, entregou e contratamos mais 45 mil e agora nessa nova missão de mais 60 mil com o novo aporte de um bi e meio”.
Na proposta de Fagundes, que desencadeou o embate, os aportes financeiros destinados ao Parque Novo Mato Grosso deveriam ser integralmente redirecionados para o fortalecimento de programas de moradia popular e para o atendimento na rede pública de saúde. O senador defende que, diante de necessidades essenciais da população, a suspensão de investimentos em grandes estruturas de entretenimento seria uma medida necessária de reordenamento orçamentário.
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