O relato foi feito pelo coordenador pedagógico Rafael Goulart à EPTV, afiliada da TV Globo. Segundo ele, a primeira cena que presenciou após a queda foi a retirada de uma câmera GoPro que estava pendurada no pescoço da jovem.
"E a primeira cena que eu lembro de quando eu vi a menina estatelada no chão, foi ver alguns funcionários tirando da alça do pescoço do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro", afirmou.
Goulart disse não saber se a retirada do equipamento ocorreu por preocupação com o valor do aparelho ou para evitar que as imagens fossem utilizadas na investigação. A Polícia Civil apura o desaparecimento da câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto.
A testemunha também relatou que os funcionários não prestaram esclarecimentos às pessoas que estavam no local e que, pouco depois da queda, passaram a recolher equipamentos e trocar de roupa.
"Eles não falaram absolutamente nada com ninguém. Eles simplesmente não esboçaram reação. Estavam em estado catatônico", afirmou. Goulart diz que alguns integrantes da equipe teriam tentado deixar o local antes da chegada das autoridades.
"Ao mesmo tempo a gente começou a ver eles para lá e para cá levando equipamento para o carro, voltando já com uma outra camisa por cima, sem a identificação deles e querendo fugir", disse.
Ainda de acordo com a testemunha, policiais impediram a saída dos funcionários da área. "Foi quando eu vi com o policial. Eu falei: 'Eles não vão sair daqui livres, né?'. O policial falou: 'Claro que não, eles estão querendo fugir'. Foi na hora que o policial sacou a arma e colocou eles sentados e falou: 'Todo mundo que é da empresa aqui, fiquem quietos, senta e ninguém sai daqui'", relatou.
Maria Eduarda morreu no sábado, 13, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que a jovem foi lançada da estrutura sem estar presa à corda de segurança.
De acordo com a Polícia Civil, ela deveria estar conectada a duas cordas, mas nenhuma delas estava instalada no momento do salto. A vítima utilizava apenas uma cinta presa ao corpo, onde os equipamentos de segurança deveriam ter sido acoplados.
Três funcionários da empresa responsável pela atividade foram presos e prestaram depoimento. Eles são apontados pela investigação como os responsáveis por erguer e lançar a jovem da ponte.
O caso é investigado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte mesmo sem intenção direta de matar.
(Com Agência Estado)
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