O voluntário brasileiro Fernando Pereira Lisboa, que era morador da cidade de Sinop (480 km de Cuiabá), morreu em combate durante a guerra entre a Ucrânia e a Rússia. A confirmação de seu falecimento foi divulgada no sábado (13) por sua irmã, a artista Lídia Lisboa, que lamentou a perda do irmão que havia ido lutar por uma causa em que acreditava.
Pouco antes de sua morte ser anunciada, o combatente havia gravado um vídeo direcionado aos seus amigos e familiares, no qual celebrava a derrubada de um drone russo FPV com tiros de fuzil, exibindo o equipamento danificado com orgulho como um "prêmio de guerra".
No registro em vídeo, Fernando aparece sorridente, cumprimentando os conhecidos de sua cidade natal e detalhando como conseguiu abater o dispositivo eletrônico utilizando sua arma de fogo. Ele explicou que o drone carregava um explosivo na parte superior e funcionava por controle remoto, mas acabou incendiando e caindo após ser atingido pelos disparos.
O soldado chegou a mostrar a marca da bala na estrutura de fibra de carbono do aparelho e celebrou o fato de o grupo ter recolhido o objeto para lhe entregar como um troféu de batalha. A notícia repercutiu intensamente nas redes sociais, onde Fernando interagia e também aparecia em publicações de outros combatentes.
No arquivo, postado pelo perfil de um companheiro de farda conhecido como "Baddoy", o brasileiro aparece ao lado de outros soldados estrangeiros dentro de um veículo a caminho de uma missão, demonstrando um clima de descontração e camaradagem antes do envio ao fronte.
Muitos brasileiros têm viajado para a região atraídos pelo espírito de aventura, oportunidades de recomeço ou por promessas de remunerações atraentes que podem chegar a cerca de R$ 50 mil por mês. No entanto, os riscos extremos da zona de combate continuam cobrando um preço alto; em 2025, outro combatente de Mato Grosso, o soldado Jackson Aurélio Lourenço do Rosário, natural de Cáceres, também perdeu a vida em meio aos confrontos da mesma guerra.
VÍDEOS:
*Com informações do Folha Max
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